SUL DE MINAS

Churrasco em escola municipal divide opiniões no Sul de Minas

Registro de um churrasco na quadra da Escola Municipal Pio XII, em Pouso Alegre, repercutiu nas redes sociais; direção e prefeitura esclareceram o caso em nota

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Um churrasco realizado na quadra da Escola Municipal Pio XII, no Bairro Cidade Jardim, em Pouso Alegre, no Sul de Minas, repercutiu nas redes sociais e dividiu opiniões. O encontro foi registrado por uma testemunha que passava pelo local.

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As imagens foram gravadas na noite dessa segunda-feira (8/6) e rapidamente compartilhadas em grupos de WhatsApp, comparando a situação a um caso que viralizou no último mês, quando moradores de rua promoveram um churrasco em uma praça no Centro da cidade.

O Estado de Minas/Terra do Mandu procurou a Prefeitura de Pouso Alegre, que informou, por meio da direção da Escola Municipal Pio XII, que o espaço havia sido cedido a um grupo de uma igreja mediante autorização prévia. No entanto, o churrasco não fazia parte das atividades autorizadas.


Confira abaixo a nota da Prefeitura, na íntegra:


A direção da escola esclarece que mantém, há vários anos, uma relação próxima e harmoniosa com a comunidade local, permitindo que determinados espaços da unidade, especialmente a quadra esportiva, sejam utilizados por grupos comunitários em horários previamente acordados e fora do período das atividades escolares.


Entre esses grupos está uma igreja da comunidade, que tradicionalmente utiliza a quadra em um dos dias da semana para a realização de atividades esportivas com seu grupo. Ao longo dos anos, essa parceria sempre ocorreu de forma respeitosa e colaborativa. Além da utilização do espaço, os integrantes do grupo contribuem voluntariamente com a conservação do ambiente, realizando a limpeza após as atividades e, em diversas ocasiões, colaborando com melhorias e ações de manutenção.


Em relação ao fato ocorrido na noite de segunda-feira, a utilização do espaço para uma celebração específica aconteceu por falta de conhecimento das normas aplicáveis à situação. Assim que a direção da escola tomou conhecimento do ocorrido, entrou em contato com os responsáveis pelo grupo, solicitando o encerramento da atividade.


A orientação foi prontamente atendida. Os responsáveis interromperam imediatamente a celebração e procuraram a direção da escola para esclarecer os fatos e apresentar suas desculpas pelo ocorrido.


É importante destacar que não havia comercialização de produtos, consumo de bebidas alcoólicas, utilização de equipamentos de som ou qualquer outro elemento que pudesse caracterizar desrespeito ao ambiente escolar. Tratava-se de uma atividade promovida por uma instituição religiosa que já possui histórico de convivência positiva com a unidade.


Após diálogo entre as partes, a situação foi devidamente esclarecida e resolvida. A relação entre a escola e a comunidade permanece pautada pelo respeito mútuo, pela cooperação e pelo compromisso comum de preservar e valorizar os espaços públicos.

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Iago Almeida / Especial ao EM

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