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Especialistas avaliam cenários após Estados Unidos enquadrarem PCC e CV como ‘organizações terroristas’; veja
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Eles avaliam que PCC e Comando Vermelho atuam principalmente com objetivos econômicos ligados ao tráfico, à lavagem de dinheiro e a outras atividades ilegais, sem motivação ideológica ou religiosa, característica normalmente associada ao terrorismo. Foto: Reprodução/Google -
Embora considerem improvável qualquer tipo de intervenção militar direta, especialistas afirmam que Washington poderia utilizar leis norte-americanas voltadas ao combate ao crime organizado e ao narcotráfico internacional para ampliar sua atuação sobre pessoas, empresas e instituições eventualmente ligadas às facções. Foto: Pexels/Ivan Draži? -
Entre os mecanismos citados aparecem a lei RICO (Lei sobre Organizações Influenciadas por Atividades Criminosas e Corruptas), criada originalmente para enfrentar a máfia nos Estados Unidos, e a Kingpin (Lei de Designação de Chefes do Narcotráfico Estrangeiro), direcionada ao combate de organizações ligadas ao tráfico internacional de drogas. Foto: Flickr - Gage Skidmore -
Essas normas permitem bloqueio de bens, restrições financeiras, investigação de redes de lavagem de dinheiro e punições contra indivíduos ou instituições que mantenham relações comerciais com grupos criminosos. Ao serem classificadas como organizações terroristas, as facções deixam de representar apenas um problema criminal e passam a ser tratadas como "ameaça à segurança nacional americana". Foto: Reprodução/SBT -
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Na prática, isso amplia o alcance das autoridades dos Estados Unidos e pode gerar impactos indiretos sobre bancos, empresas e até cidadãos brasileiros que mantenham vínculos comerciais ou financeiros, mesmo que não tenham conhecimento direto de possíveis conexões com integrantes dessas organizações. Foto: Reprodução/Pixabay -
Segundo o professor Carlos Gustavo Poggio, especialista em política externa norte-americana para a América Latina, é possível que o governo Trump utilize instrumentos semelhantes aos empregados em sanções internacionais recentes, como aconteceu com a Lei Magnitsky. Foto: Flickr - Gage Skidmore -
Segundo ele, instituições financeiras brasileiras poderiam enfrentar dificuldades caso autoridades americanas identifiquem relações indiretas com atividades atribuídas ao PCC ou ao Comando Vermelho. Outra preocupação envolve a cooperação internacional na área de segurança. Foto: Chris Robert/Unsplash -
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Especialistas apontam que divergências na classificação das facções podem afetar a parceria entre Brasil e órgãos americanos como o FBI. Caso os Estados Unidos passem a tratar o tema como questão de terrorismo internacional, parte das ações poderia migrar para áreas de inteligência mais reservadas, ligadas à atuação da CIA. Foto: Pexels/Sachith Ravishka Kodikara -
Ainda assim, na avaliação desses especialistas, é improvável que os Estados Unidos adotem medidas extremas contra o Brasil, devido à forte integração econômica entre os dois países. Analistas consultados pela BBC News Brasil afirmam que casos envolvendo México, Venezuela e Cuba mostram estratégias diferentes da política externa americana, muitas vezes influenciadas por interesses internos. Foto: Pexels/Mark Stebnicki