Rei Momo: saiba a história dessa figura folclórica do carnaval
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Reza a lenda que o espÃrito satÃrico e zombeteiro da deusa Momo, que atingia outros deuses, resultou na sua expulsão do Olimpo.
Foto: Nicolas-André Monsiau/Wikimedia Commons -
Na antiguidade, sua figura era representada de máscara, com um cetro e balançando guizos.
Foto: Autor Desconhecido/Wikimedia Commons -
De acordo com registros antigos, a figura de Momo (no gênero masculino) foi incluída em cerimônias. Entre elas estavam as festas dionisíacas, do Deus do Vinho, onde era representado com um corpanzil para representar a fartura.
Foto: Imagem de kiwi por Pixabay -
Desde o século XVI encontram-se referências ao Rei Momo em celebrações cristãs na Espanha. Ele aparece também como rei da folia em diversas tradições dos séculos subsequentes em outros países da Europa ocidental.
Foto: Domínio Público/Wikimedia Commons -
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A primeira personificação do Rei Momo no Brasil é de 1910 em uma opereta de Benjamin de Oliveira, conhecido como o primeiro palhaço negro do país, no Circo Spinelli.
Foto: domínio público -
Mas foi somente na década de 1930 que o Rei Momo despontou com a figura carnavalesca que conhecemos na atualidade.
Foto: Reprodução -
Em 1933, um grupo de jornalistas do periódico A Noite, do Rio de Janeiro, criou um boneco de papelão para desfilar pela então capital da República e, ao fim, ser colocado em um trono a liderar a folia. Eles o chamaram de Rei Momo I e Único.
Foto: Arquivo Nacional -
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No ano seguinte, a equipe de A Noite decidiu substituir o boneco de papelão por uma pessoa real: o cronista Francisco de Moraes Cardoso.
Foto: Reprodução -
Moraes Cardoso inaugurou a tradição carioca e seu reinado momesco durou até sua morte, em 1948.
Foto: Divulgação/Riotur -
Dos anos seguintes à morte do jornalista até o início da década de 70, o Rei Momo foi escolhido por indicação de agremiações carnavalescas e veículos de imprensa.
Foto: - Rei Momo/Wikimedia Commons -
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Em 1972, um decreto municipal determinou que o Rei Momo passasse a ser definido por concurso público.
Foto: Fernando Maia/Riotur -
Outras cidades pelo Brasil também adotaram a coroação do Rei Momo. Santos foi a pioneira no estado de São Paulo, em 1934. Waldemar Esteves da Cunha, apelidado de o Magnânimo, foi o primeiro coroado no município e considerado o mais antigo do país até sua morte, aos 92 anos, em 2013.
Foto: Reprodução -
No Rio de Janeiro, que iniciou a tradição e se orgulha de ter o “Rei Momo I e Único”, Reynaldo de Carvalho, o Bola, reinou por nove anos seguidos (de 1987 a 1995), um recorde até hoje.
Foto: Majestadesdocarnaval/Wikimedia Commons -
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Em 2004, um decreto do então governador César Maia acabou com a exigência de peso mínimo entre os requisitos para inscrição no concurso de Rei Momo. O argumento foi a política de combate à obesidade.
Foto: Divulgação Riotur -
O Rei Momo do Carnaval do Rio em 2026 é Danilo Vieira. Carioca de 30 anos e ligado ao samba, ele foi eleito pela Riotur e recebeu simbolicamente a chave da cidade das mãos do prefeito, Eduardo Paes, abrindo oficialmente o Carnaval 2026 e assumindo o papel de “comandar” a folia durante os dias de festa.
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil -
Cada cidade pode ter o seu Rei Momo, seguindo a tradição carioca. Em São Paulo, por exemplo, em 2026, a coroa está com André Luiz, representante da escola de samba Vai-Vai. Ele foi eleito pela Liga das Escolas de Samba de São Paulo e integra a corte oficial do carnaval paulistano, que também conta com rainha e princesas.
Foto: Divulgação Liga das Escolas de SP -