
“Acreditávamos, por exemplo, que somente o macho teria um adorno grande na cabeça, servindo para o acasalamento. Agora, com as novas amostras, vemos que os dois sexos tinham o adorno, mas o do macho era maior”, destaca Taissa Rodrigues, professora da Faculdade de Biologia da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e coautora do trabalho, publicado na Current Biology.
Além disso, a análise mostrou que a envergadura dos pterossauros podia variar de 25cm a 12m. Outra novidade diz respeito à sociabilidade dessa ordem pré-histórica. “Suspeitávamos, mas agora temos uma constatação física, de que eles eram animais mais gregários, viviam juntos em colônias, já que foram desenterradas muitas ossadas no mesmo local, que seriam dos pais e das mães, e cinco ovos encontrados até agora”, diz.

A pesquisadora da Ufes adianta que o material deve render outros dados relevantes. Segundo ela, os pterossauros são muito frágeis e difíceis de encontrar bem preservados. “Temos alguns fósseis excelentes no Nordeste do Brasil e também na China. A diferença é que, aqui, há várias espécies, e lá existem vários indivíduos de uma só. Esse é um depósito com um potencial enorme”, aponta.

