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Estado de Minas

Aplicativo do site Adote Um Cara chega ao Brasil em março

AdoteUmCara.com.br incentiva as mulheres, de forma bem-humorada, a conquistar seus príncipes


postado em 06/02/2014 13:00 / atualizado em 06/02/2014 11:25

Julia Boynard

 

(foto: Divulgação)
(foto: Divulgação)

Tem para todos os tamanhos. Para quem gosta de mais claro ou mais escuro, ou até para quem prefira os mais coloridos e estampados. O produto pode ser novinho ou um pouco mais usado. Falando assim, parece um site de compras qualquer, mas o assunto aqui é site de relacionamento. Sim, uma rede em que as mulheres colocam no carrinho os rapazes que mais interessam a elas. O AdoteUmCara.com.br, como eles mesmos descrevem, é um “supermercado de encontros, em que as mulheres fazem bons negócios”. Rapazes, dos mais variados perfis, são catalogados como produtos e a mulher fica à vontade para “comprar” um deles. Ao fazer a "aquisição", a "consumidora" abre o canal de comunicação entre eles. Se não gostar, não tem problema, pode “trocar” e devolver o antigo para a “vitrine”.

Foi para ajudar suas amigas que Manuel Conejo e Florent Steiner, dois empreendedores franceses de 34 anos, criaram o serviço de relacionamento AdoteumCara. O site nasceu em Paris em 2008 e desde dezembro de 2013 funciona no Brasil. Além da França, o Adote um Cara está disponível na Itália, Espanha, Polônia, Alemanha e Brasil, primeira aposta da companhia fora da Europa. O serviço também está começando suas operações no México, Argentina e Colômbia.

Por aqui, 50 mil usuários já se cadastraram – sendo o número de mulheres maior que o de homens. “Nós estamos muito felizes em poder dizer isso. É realmente inédito, mas nós sabemos que o conceito agradaria as mulheres. E, onde tem mulheres, os caras vão atrás! É como uma boate”, conta Clara Bizien, responsável pela comunicação e marketing internacional da plataforma. Segundo ela, Minas Gerais, em especial Belo Horizonte, só fica atrás de São Paulo e Rio de Janeiro. “O site está funcionando muito bem nessas cidades em que a população é mais concentrada”, avalia. O serviço pode ser acessado pelo celular, mas ainda não está disponível no formato de aplicativo. De acordo com Conejo, o app será lançado no Brasil em março.

Entrando para a lista de aplicativos e sites de relacionamento, o AdoteUmCara se diferencia com status engraçadinhos, como os de freelancer (“pega mas não se apega”), estagiário (“ver no que vai dar”) ou carteira assinada (“romance”), e a mulherada e os rapazes ficam mais à vontade para encontrar a alma gêmea ou um novo amigo. “Somos o único site, com ênfase nas mulheres, a oferecer tranquilidade para elas, além de permitir aos caras saberem que eles são interessantes para as interessadas antes mesmo da conversa”, diz Clara. “Enfim, as pessoas entram no AdoteUmCara.com.br procurando novas companhias para sair, tomar uma cerveja e não somente encontrar um namorado ou namorada”, ressalta.

SEM POLÊMICA

Manuel Canejo e Florent Steiner, criadores do site, que no Brasil já tem 50 mil cadastrados (foto: AdoteUmCara/Divulgação)
Manuel Canejo e Florent Steiner, criadores do site, que no Brasil já tem 50 mil cadastrados (foto: AdoteUmCara/Divulgação)
Segundo a pesquisa realizada pelo Data Popular e o Instituto Patrícia Galvão, a mulher é retratada como um objeto sexual, "reduzida a corpo e bunda", nas propagandas de TV para a maioria das pessoas. O AdoteUmCara quer entrar na contramão desse conceito e fazer uma brincadeira com o “homem-objeto”.

Mas não é para levar o conceito para o sentido negativo e pensar que a ideia é uma vingança das mulheres. Elas fazem questão de dizer: “Aqui os homens são amados e respeitados”. Clara Bizien explica que os rapazes inscritos entendem o humor e entram na brincadeira criada pelo site, sem que se ofendam. “Eles são colocados em destaque de maneira engraçada e leve (Semana dos Morenos, Saldão de Quindim), mas a ideia é fazermos tudo com muito respeito. O site quer simplesmente mostrar que as mulheres também podem escolher quais homens podem conquistá-las, sem serem julgadas”, conta a consultora.

Lembrando das polêmicas geradas pelo aplicativo Lulu, em que as mulheres avaliavam os rapazes, Bizien desvencilha o AdoteUmCara da plataforma. “Lulu foi uma grande polêmica porque os homens se sentiram, com razão, maltratados. Fofocar é importante (e o Adote permite a fofoca até certo ponto), mas sem ferir os sentimentos das pessoas com opiniões pejorativas. Preferimos nos concentrar no relacionamento de pessoas que têm a mente aberta e senso de humor”, ela compara.

PAQUERA ON-LINE
Tinder

» Disponível gratuitamente para o iPhone e smartphones Android, o app tem como função principal localizar pessoas que possam se interessar umas pelas outras. Assim que aberto, mostra sugestões de pessoas baseadas na sua posição geográfica e no(s) seu(s) interesse(s), trazendo, além das fotos e idade, os amigos em comum e interesses do Facebook. Resta apenas escolher entre as opções “like” (gostei) ou “nope” (não gostei). Se for a segunda opção, o app passa para a próxima sugestão. Se escolher a primeira, este “like” fica registrado até que o outro usuário visite o seu perfil e também goste de você. Aí, temos um “Match” (casal feito, em tradução bem livre), ou seja, o app anuncia a ambos os usuários que o interesse é mútuo, sugerindo a formação do casal. A partir daí, o casal pode trocar mensagens entre si, combinando, talvez, um encontro ou café a dois.

Grindr
» O Grindr funciona como uma espécie de radar gay. O aplicativo funciona assim: a pessoa faz o download gratuito em seu portátil com GPS e cria um breve perfil com nome (nem sempre o real), idade, altura, peso e mais uma linha de descrição. A foto é muito importante, afinal será o chamariz. Ao fazer o login, surgem na tela 20 fotinhas dos homens que também têm o Grindr no celular. Por causa do recurso de GPS, os primeiros gays a aparecerem nesta seleção de 20 imagens são os que estão mais próximos. A distância é indicada em metros ou quilômetros, conforme o caso. Disponível somente para iOS.

Brenda
» Brenda é o aplicativo de relacionamento mais popular para mulheres lésbicas, bi ou curiosas. Funciona mais ou menos como o Grindr. A maioria dos recursos é totalmente gratuita, incluindo bate-papo ilimitado. Depois de fazer o cadastro, ele pergunta se você tem mais de 18 anos e pede algumas características, como idade e altura, que serão mostradas no seu perfil. Depois de preencher tudo, quem está usando consegue ver todas as usuárias que estão logadas e conectadas à internet, ou seja, você pode ver a foto que a menina colocou no perfil e informações básicas sobre ela. Fora isso, é fácil visitar o perfil de quem te agradar e começar uma conversa. Disponível para iOs e smartphones Android.

Lulu
» O aplicativo permite que as mulheres avaliem os seus amigos do Facebook dando notas e usando hashtags engraçadinhas, como #MaisPopQueOPapa, #RespondeSMSRapido, #DeixaAsInimigasComInveja, #PiorMassagemDoMundo e #ObcecadoPorStarWars. O cruzamento de informações gera uma nota final de 0 a 10, que pode ser acessada e comentada pelas usuárias. O Lulu, no seu manual de funcionamento, explica que os questionários são de múltipla escolha, portanto nenhuma mulher pode escrever qualquer coisa sobre um homem. Também afirma que todos os perfis com pessoas menores de 17 anos são bloqueados. Os usuários do Lulu também têm a opção de discordar das avaliações feitas.


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