*Atualizada às 19h33

Segundo o Conselho Municipal do Meio Ambiente (Comam), órgão vinculado à Secretaria Municipal - que troca de comando nesta seguinda-feira -, a área construída é estimada em mais de 61,2 mil metros quadrados. Segundo o morador da Rua Musas, Jachynto Brandão, o projeto do Comam já considera o espaço da rua, porém, "tem a lei que permite a venda, mas o negócio não foi fechado ainda". "É muito estranho. Na própria prefeitura tem coisas correndo como se tudo já tivesse sido resolvido. Mas não há edital de licitação e não foi feita a repartição dos terrenos. Não sabemos nem como vai acontecer essa licitação, já que a lei está voltada para apenas uma empresa", completa.
Por outro lado, o gerente do Comam, Pedro Franzone, diz 'não saber explicar' o motivo de haver essa variedade de nomes. A construtora Mais Invest foi procurada pelo Em.com, mas a reportagem não conseguiu falar com os responsáveis.
As treze famílias que vivem na Rua Musas devem se reunir com o conselheiro do Comam no início da próxima semana. Existe uma ação civil pública que pede para a Justiça em Minas desconsiderar todo o processo feito pela PBH, mas ainda não há o posicionamento do magistrado que cuida do caso.
Já em duas promotorias do Ministério Público – Meio Ambiente e Patrimônio público - , não foi aberto nenhum procedimento. “Nós queremos que isso seja resolvido logo, mas na Justiça é assim: tem que esperar o fato para tentar fazer alguma coisa. Então estamos olhando e comunicando as novidades a esses órgãos”, diz Brandão.
