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Sob ameaça de greve, rodoviários do DF se reunem com governo e empresários A reunião está marcada para às 11h e prevê possível acordo para conter ameaça de greve a seis dias da Copa

Correio Braziliense

Publicação: 06/06/2014 11:43 Atualização: 06/06/2014 12:06

Ao todo, cerca de 11 mil profissionais atuam no sistema rodoviário do DF e cinco empresas operam o transporte público (Monique Renne/CB/D.A Press)
Ao todo, cerca de 11 mil profissionais atuam no sistema rodoviário do DF e cinco empresas operam o transporte público

A seis dias da Copa do Mundo, rodoviários ameaçam entrar em greve na segunda-feira (9/6) caso não haja negociação entre a categoria e o governo. Representantes do Sindicato dos Rodoviários se reunirão nesta sexta-feira (6/6) com representantes da Secretaria de Transportes, do DFTrans e donos das empresas de ônibus para decidir sobre reivindicações de motoristas e cobradores. O local não foi divulgado.

A categoria pede reajuste de 20% no salário e no vale-alimentação, aumento de 40% no valor da cesta básica e reajuste anual de 1%. Rodoviários alegam perdas por conta da inflação registrada desde o ano passado e pedem a renegociação da data base, de maio de 2013.

Segundo o Sindicato dos Rodoviários, João Jesus de Oliveira, rodoviários se reunirão em assembleia neste domingo (8/6), às 9h, no estacionamento do Centro Comercial Conic para apresentar as respostas do governo e decidir se a categoria deve iniciar a greve ou não. Caso seja decidido pela adesão, a greve deve começar na segunda-feira (9/6) e não tem data para terminar.

Uma reunião na tarde dessa quinta-feira (5/6) com o Governo do Distrito Federal (GDF) e representantes das empresas de ônibus não apresentou avanços. Ao todo, cerca de 11 mil profissionais atuam no sistema rodoviário do DF e cinco empresas - Pioneira, Piracicabana, São José, Urb e Marechal - operam o transporte público da capital.

O Correio entrou em contato com a Secretaria de Transporte, mas não obteve resposta até a publicação da matéria. O DFTrans informou que o órgão acompanha as negociações de perto e que o diretor da pasta, Jair Tedeschi, participará da reunião desta sexta-feira.

A Companhia Metropolitana do Metrô informou que caso haja greve dos rodoviários, o metrô deve operar conforme a demanda. Segundo a companhia, a frota máxima de 24 trens utilizada apenas em horários de pico, das 6h às 8h45 e das 16h45 às 20h15, pode ser estendida para horários alternativos, de acordo com a necessidade dos usuários.
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