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São Paulo compartilhará estratégia da "tropa de braço" com outros estados Além de proteção para a copa, governador destaca utilidade da tropa para as eleições de outubro

Agência Brasil

Publicação: 28/02/2014 17:56 Atualização: 28/02/2014 18:30

Protesto de sábado 22 de fevereiro em São Paulo (GABRIELA BILÓ/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO)
Protesto de sábado 22 de fevereiro em São Paulo

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella, disse hoje (28) que o governo federal manifestou interesse em que o governo paulista compartilhe com outros estados a estratégia da chamada “tropa do braço”. O secretário e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, reuniram-se nesta sexta-feira (28), em Brasília, com ministros para discutir medidas de segurança para a Copa do Mundo.

A “tropa de braço” é uma equipe com treinamento em artes marciais e foi destacada no último sábado (22), pela Polícia Militar (PM) de São Paulo, para conter um protesto contra a Copa do Mundo na capital. A tática consiste em isolar os black blocs antes que comecem a praticar atos de vandalismo.

“A avaliação do governo federal foi positiva, o ministro da Justiça [José Eduardo Cardozo] já expressou isso publicamente", disse Grella. Segundo ele, o Ministério da Justiça pediu que fosse convocada uma reunião para que a experiência de São Paulo fosse transmitida para outros estados, tendo em vista os bons resultados obtidos. "Nós nos colocamos à disposição para a reunião com outros estados a fim de transmitir o planejamento, a estratégia”, acrescentou o secretário

De acordo com o governador Geraldo Alckmin,a estratégia de segurança do estado para a Copa em São Paulo está sendo planejada para receber 15 delegações e levando em conta que a capital será palco de seis jogos do Mundial. “Teremos em São Paulo quase metade das delegações do Brasil. Então, teremos muito deslocamento para o aeroporto e o estádio. Discutimos escolta, segurança, haverá um conselho de coordenação desse trabalho, que era um trio com a Secretaria de Segurança Pública, a Polícia Federal e o Exército, e nós sugerimos incluir também a prefeitura de São Paulo”, disse Alckmin.

O governador citou também as eleições de outubro, que considera mais um fator de atenção a mais a ser observado na discussão sobre a segurança pública no Mundial de Futebol. “No ano passado, na Copa das Confederações – sempre tem um burburinho eleitoral local. E olha que nem tinha eleição no ano passado. Então, neste ano, pelo fato de ter eleição, estamos mais próximos dela, é mais um fator de atenção”, destacou o governador.

Participaram da reunião os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, da Defesa, Celso Amorim, e do Esporte, Aldo Rebelo, o chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, José Elito, o secretário de Segurança de São Paulo, Fernando Grella, e representantes da Polícia Federal e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
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