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Casa Branca: não há 'prova' de fraude eleitoral, como diz Trump

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postado em 29/11/2016 01:22

AFP /Agence France-Presse

A Casa Branca rejeitou nesta segunda-feira (28) a acusação do presidente eleito Donald Trump de que "milhões de pessoas" votaram ilegalmente na eleição presidencial e negou ter conhecimento de alguma "prova" de fraude.

"Não se apresentou prova para corroborar uma acusação como essa", disse o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest.

No domingo (27), antes de voltar para Nova York para continuar trabalhando na composição de seu futuro gabinete, Trump recorreu ao Twitter para afirmar que ele teria, de fato, vencido no voto popular se não fosse pelas "milhões de pessoas que votaram ilegalmente".

Suas alegações coincidem com pedidos de recontagem de votos em três estados onde Trump ganhou: Wisconsin, Pensilvânia e Michigan.

Nesta segunda-feira, a campanha da candidata do Partido Verde, Jill Stein, que obteve uma votação mínima nesses estados, anunciou que eleitores entregaram pedidos de recontagem em mais de 100 distritos da Pensilvânia.

O partido pediu uma recontagem em todo o estado de Wisconsin, na última sexta-feira, e planeja entregar o pedido em Michigan nesta quarta (30), acrescentou a equipe de campanha.

Apesar disso, Michigan declarou nesta segunda-feira que Trump venceu Hillary por uma pequena margem e, oficialmente, levou os 16 votos eleitorais do estado.

"Trump superou Hillary por 10.704 votos", após a certificação pelo Michigan Board of State Canvassers, afirmou em um comunicado a secretária do estado de Michigan, Ruth Johson.

A vitória de Trump nesse estado do norte deu ao republicano 306 votos eleitorais contra 232 de Hillary.

Trump isolado

Hoje, Donald Trump parecia isolado em suas denúncias de fraude. Autoridades, especialistas e congressistas, incluindo republicanos, afirmaram que as acusações do magnata não têm fundamento e são perigosas.

"Não há evidência crível para apoiar sua acusação de fraude em massa", disse à AFP o professor de Direito Constitucional Dan Tokaji, da Ohio State University.

"Não espero nenhuma mudança significativa dessas recontagens, porque raramente acontece. Geralmente, as urnas eletrônicas funcionam bem", disse Tokaji.

"Alterar as eleições em uma escala significativa é muito difícil, porque nossas eleições são muito descentralizadas", completou.

Entre seus correligionários, o legislador republicano Chris Collins recomendou virar a página: Trump "é o presidente eleito e é preciso seguir adiante".

Alguns especialistas alertaram para o precedente perigoso de se minar a confiança na democracia, ou a confiança na liderança do próximo presidente americano.

"Acho que (ele) tenta plantar a semente da dúvida no público americano", sugeriu, em conversa com a AFP, o cientista político Costas Panagopoulos, da Fordham University.



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