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Síria: 32 civis morrem em bombardeios de Assad sobre Aleppo nesta quinta

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postado em 24/11/2016 20:07

AFP /Agence France-Presse

Pelo menos 32 civis, entre eles cinco crianças, foram mortos nos bombardeios aéreos e de artilharia realizados nesta quinta-feira (24) pelo governo sírio de Bashar al-Assad sobre os bairros rebeldes de Aleppo - informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

"Houve uma escalada (hoje) à noite, com bombardeios sem cessar", declarou à AFP o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahmane, acrescentando que "ainda há muitos feridos e corpos sob os escombros".

Segundo ele, o balanço desta quinta é um dos mais altos em um mesmo dia desde o início, em 15 de novembro, da violenta campanha de ofensiva aérea do Exército sírio sobre o setor da segunda mais importante cidade do país, tomada pelos rebeldes.

No 10º dia dessa campanha contra esses setores do leste do país, que escapam do controle do governo desde 2012, pelo menos 188 civis, sendo 27 crianças, morreram, segundo o OSDH.

No bairro de Bab al-Nayrab de Aleppo Oriental, um helicóptero do Exército lançou um barril de explosivos, relataram os socorristas da Defesa Civil em zona rebeldes.

Sob os escombros dos edifícios destruídos nesse ataque, os capacetes brancos conseguiram resgatar, depois de mais de uma hora de esforços, um menino vivo, mas gravemente ferido na cabeça, segundo imagens gravadas por um jornalista da AFP.

Esse vídeo mostra o garoto com a cabeça ensanguentada e o olhar perdido. Ele grita de dor e chama pelo pai, enquanto os capacetes brancos tentam tranquilizá-lo e tirá-lo dos escombros. Suas pernas continuam imobilizadas.

"A operação levou uma hora, uma hora e meia (...) Ainda tem uma mulher entre os escombros", disse um socorrista à AFP.

Cerca de 250 mil civis vivem sitiados no leste de Aleppo, onde os últimos hospitais que continuam ativos foram alcançados pelos ataques aéreos desses últimos meses.

Antiga capital econômica da Síria, Aleppo se tornou a principal frente desse conflito, que já deixou mais de 300 mil mortos desde 2011 e milhões de deslocados.



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