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EUA e China acertam endurecer sanções contra a Coreia do Norte

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postado em 23/11/2016 18:10

AFP /Agence France-Presse

Os Estados Unidos e a China acertaram um novo pacote de duras sanções das Nações Unidas contra a Coreia do Norte, que deverá ser aprovado pelo Conselho de Segurança, após o quinto teste nuclear e de mísseis de Pyongyang, informou um diplomata nesta quarta-feira.

Embora a Rússia tenha apresentado observações ao projeto de resolução, não está previsto que vá se opor à medida durante a votação, possivelmente na próxima semana, acrescentou a fonte.

Uma das principais sanções limita as exportações de carvão da Coreia do Norte para a China, o principal parceiro comercial e aliado de Pyongyang.

A medida poderia privar o país comunista de dezenas de milhões de dólares.

"O assunto-chave é que a China e os Estados Unidos chegaram a uma posição na qual concordam", explicou o diplomata, sob a condição de ter sua identidade preservada.

"Os russos estão tentando detê-lo, os chineses estão confortáveis com os termos" do projeto de resolução, acrescentou.

Os diplomatas descreveram a resolução como "muito substanciosa", que poderá fechar as fissuras deixadas pelas sanções adotadas em março, até agora as mais duras aprovadas contra a Coreia do Norte.

Estas medidas permitiam as exportações de carvão para subsistência, desde que os ganhos não financiassem os programas militares de Pyongyang.

A resolução também inclui entidades e funcionários vinculados aos programas nucleares e balísticos norte-coreanos a uma lista negra, razão pela qual, entre outras coisas, estarão proibidos de viajar ao exterior e seus ativos serão congelados.

"É tempo de que o Conselho de Segurança se una para reforçar o regime de sanções" contra a Coreia do Norte, informou o embaixador britânico, Matthew Rycroft.

China e Estados Unidos negociaram durante meses estas novas sanções, que formarão o sexto pacote de medidas das Nações Unidas contra a Coreia do Norte desde o seu primeiro teste nuclear, em 2006.

O avanço da nova resolução ocorreu após uma reunião entre os presidentes Barack Obama e Xi Jinping, no fim de semana, no Peru, durante a qual o chefe de Estado americano pressionou o contraparte chinês por medidas mais duras contra a Coreia do Norte.

Em 9 de setembro, a Coreia do Norte realizou seu quinto e maior teste nuclear. Após o teste, assegurou ter feito grandes avanços em seus esforços para colocar uma ogiva nuclear em miniatura em um foguete que poderia chegar aos Estados Unidos.



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