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Estrela do Facebook é morta em crime de honra no Paquistão

Qandeel Baloch foi estrangulada por seu irmão, anunciaram autoridades neste sábado, causando choque e revolta. Jovem era idolatrada por muitos jovens do país por sua coragem de quebrar tabus,

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postado em 16/07/2016 18:39 / atualizado em 16/07/2016 18:59

AFP /Agence France-Presse

AFP / STR

Uma estrela das redes sociais cujas selfies sensuais causavam polêmica no Paquistão, um país muçulmano conservador, foi assassinada por seu irmão, em um suposto crime de honra, anunciaram autoridades neste sábado, causando choque e revolta. No último dia 4, Qandeel Baloch fez um post no Facebook onde agradecia o apoio da mídia internacional pelo reconhecimento do seu trabalho, já que em seu país, ela era alvo de muitas críticas.


A jovem, idolatrada por muitos jovens do país por sua coragem de quebrar tabus, mas condenada por conservadores, foi estrangulada perto da cidade de Multan, segundo a polícia. "Qandeel Baloch foi morta, estrangulada por seu irmão. Aparentemente, tratou-se de um crime de honra", disse o oficial Sultan Azam à AFP.

Qandeel, que tinha entre 20 e 30 anos e cujo nome verdadeiro era Fauzia Azeem, havia viajado com a família para o vilarejo de Muzzafarabad, na província de Punjab, para o feriado do Eid. Ali, ela foi morta nesta sexta-feira, informou a polícia, assinalando que seu irmão, Wasim, havia fugido.

Cerca de 100 oficiais se concentravam em frente à residência da família em Muzzafarabad. Cinco ambulâncias estavam estacionadas nos arredores. "Minha filha era inocente, nós somos inocentes, queremos justiça. Por que minha filha foi morta? ", questionou o pai da jovem, Azeem Ahmad.

A polícia registrou o caso como assassinato, contra o irmão da vítima, baseada em uma queixa por escrito de seu pai, em que ele acusa o filho de matar a irmã por motivo de honra, "porque queria que ela abandonasse o showbiz".

Centenas de mulheres são mortas por motivo de honra anualmente no Paquistão. Os assassinos não costumam ser punidos, por causa de uma lei que permite à família da vítima perdoar o agressor, que costuma ser um parente.

A cineasta Sharmeemn Obaid-Chinoy, cujo documentário sobre crimes de honra ganhou um Oscar este ano, classificou o assassinato de Qandeel como sintoma de uma "epidemia" de violência contra as mulheres no Paquistão.

Qandeel se tornou famosa no Paquistão em 2014, quando publicou um vídeo em que olhava para a câmera de forma sensual e perguntava como estava sua aparência.

Seu desafio às tradições e sua defesa de visões liberais lhe renderam vários admiradores entre a população jovem. Mas em um país onde as mulheres lutam por seus direitos há décadas, e em que ataques com ácidos e crimes de honra são frequentes, ela também era rejeitada por muitos e costumava ser vítima de misoginia.

Qandeel causou polêmica no mês passado, ao posar para selfies com um clérigo, que foi severamente repreendido pelo Ministério de Assuntos Religiosos do país. No começo do ano, ela prometeu fazer um striptease se a seleção de críquete do Paquistão vencesse a Índia em um campeonato, mas a equipe não conseguiu o feito.

Em entrevista ao principal jornal de língua inglesa do Paquistão, "Dawn", a jovem contou que foi obrigada a se casar aos 17 anos, com "um homem rude", com quem teve um filho e de quem acabou se divorciando. Ela falou repetidamente em deixar o país por temer por sua segurança. Segundo o jornal, seu pedido de proteção policial foi ignorado.

Sharmeemn Obaid-Chinoy disse à AFP que o crime mostra que nenhuma mulher estará a salvo no Paquistão "até que comecemos a mandar para a cadeia os homens que as matam".
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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Julio
Julio - 16 de Julho às 20:08
Cadê os esquerdinhas para falarem sobre a opressão às mulheres nos países de religião islâmica? Ah é, esqueci. Eles só mexem com cristãos inofensivos.
 
Helena
Helena - 16 de Julho às 19:29
Que amor esse povo tem por seus familiares. Crime de honra? Esses muçulmanos só pregam violência.