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Cern prepara volta do grande colisor de hádrons

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postado em 12/03/2015 18:10

AFP /Agence France-Presse

O Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern) informou nesta quinta-feira ter iniciado os testes para retomar as atividades do Grande Colisor de Hádrons (LHC) - paradas há mais de dois anos.

"Nós estamos realmente animados porque entraremos em uma nova fase", declarou o diretor-geral do centro, Rolf Heuer, durante coletiva de imprensa concedida em Genebra.

O LHC foi parado em fevereiro de 2013 para uma grande revisão, após ter permitido detectar o Bóson de Higgs, considerado pelos físicos como a chave-mestra para a estrutura fundamental da matéria. Esta partícula elementar - conhecida como "partícula de Deus" - confere massa a inúmeras outras, segundo a teoria do Modelo Padrão.

Quando estiver a todo vapor, o LHC vai funcionar com níveis de energia mais elevados e com faíscas mais intensas.

Os pesquisadores do Cern esperam descobrir novas partículas, que podem mudar nossa compreensão do mundo.

A descoberta do célebre Bóson de Higgs deu o prêmio Nobel de 2013 ao belga François Englert e ao britânico Peter Higgs.

Os cientistas esperam, agora, encontrar novas e exóticas partículas.

Para o novo período de exploração, os cientistas vão procurar provas de uma "nova física". Eles vão sondar a "supersimetria", um conceito teórico batizado "Susy", que busca, entre outras coisas, explicar a matéria escura.

O LHC deve ser reativado dentro de 15 dias, no final de março.

Feixes contendo milhares de prótons lançados a uma velocidade muito próxima à da luz vão circular no interior do túnel em forma de anel - de 27 km - que se estende no subsolo da fronteira entre França e Suíça.

No final de maio ou início de junho, o LHC deve estar pronto para retomar as colisões de prótons, que são registradas em laboratórios situados em quatro pontos do gigantesco anel.

Para o professor Heuer, "já é tempo de encontrar uma falha no Modelo Padrão", ressaltando "que há 95% do universo" que resta a ser descoberto.

Um dos responsáveis pelo projeto no Cern, Tiziano Camporesi, declarou "que é preciso se preparar" também "para o inesperado", de forma "a ver o que pode ultrapassar o Modelo Padrão como nós conhecemos". Camporesi disse, contudo, que é difícil prever quando isso irá acontecer.

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