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Oposição ucraniana convoca novas manifestações contra o presidente

AFP - Agence France-Presse

Publicação: 09/02/2014 09:16 Atualização:

Os opositores ucranianos convocaram para este domingo novas manifestações contra o presidente Viktor Yanukovytch, que tem agora várias opções para tentar colocar fim a mais de 80 dias de crise política.

Em Kiev, os partidos da oposição convocaram uma nova manifestação para o meio-dia deste domingo na praça da Independência, ocupada pelos opositores e cercada por barricadas há dois meses.

Os três líderes opositores Vitali Klitschko, Arseni Yatseniuk e Oleg Tiagnybok devem tomar a palavra no protesto.

"Esperamos que o poder faça concessões e que os acordos com a oposição consigam resultados", disse à AFP Oleksander Zaverukha, de 29 anos. "O poder não conhece o ambiente daqui. Estamos decididos a permanecer até o fim", acrescentou.

O presidente ucraniano, Viktor Yanukovytch, tem teoricamente várias opções, mas ao mesmo tempo se encontra pressionado por diferentes atores que tentam impor sua influência.

A pressão mais explícita vem por parte da Rússia, que lhe ofereceu uma ajuda financeira de 15 bilhões de dólares (11 bilhões de euros) e um terço de redução do preço do gás russo depois que Yanukovytch rejeitou um acordo de associação com a União Europeia para se aproximar de Moscou.

Yanukovytch e seu colega russo, Vladimir Putin, se reuniram na noite de sexta-feira em Sochi, onde são realizados os Jogos Olímpicos de Inverno, embora nenhum aspecto da conversa tenha sido divulgado.

A oposição ucraniana e os sócios ocidentais do país esperavam com impaciência conhecer os resultados deste encontro.

Governo técnico

Tanto a Rússia quanto a UE e os Estados Unidos esperam a designação por Yanukovytch de um novo primeiro-ministro para substituir Mykola Azarov, que renunciou no dia 28 de janeiro. A ajuda destes países à Ucrânia dependerá da eleição do novo chefe de governo.

No entanto, parece pouco provável que o presidente ucraniano possa encontrar um candidato aceitável para a Rússia, que deseja que Kiev respeite seus compromissos com Moscou, e também para os países ocidentais, que exigem um governo técnico de unidade nacional, onde a oposição pró-europeia tenha um peso real.

A Rússia condiciona a ajuda prometida ao futuro governo ucraniano.

Já os países ocidentais anunciam uma ajuda substancial que poderiam oferecer a Kiev, embora também se mostrem favoráveis a sanções contra Yanukovytch ou pessoas próximas.

Os Estados Unidos, por sua vez, apostam em ajudas em colaboração com o Fundo Monetário Internacional (FMI), cujas rígidas exigências são difíceis de aceitar pela Ucrânia.

Outra das opções de Yanukovytch pode ser apresentar ao Parlamento uma lei de anistia completa e incondicional para os manifestantes detidos, uma das exigências da oposição.

No entanto, os manifestantes exigem agora como prioridade uma reforma constitucional para voltar à carta magna de 2004, que reduziu os poderes presidenciais em favor do Parlamento e do Governo.

O presidente diz que está disposto a dialogar, inclusive sobre uma reforma constitucional, mas propõe a elaboração de um novo texto, que pode durar vários meses. A oposição rejeita esta última opção.

Uma operação das forças de segurança contra a oposição nos próximos dias também parece improvável, assim como uma marcha pacífica dos opositores para ocupar o Parlamento, devido ao grande dispositivo policial.

No entanto, o tempo é curto. A economia do país e sua moeda mostram sinais inquietantes.

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