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Nova York se reorganiza para enfrentar temporada de furacões em 2013

AFP - Agence France-Presse

Publicação: 03/05/2013 18:55 Atualização:

Seis meses depois da passagem devastadora do furacão Sandy, em outubro passado, Nova York começou a reorganizar sua resposta a catástrofes com a proximidade da temporada de furacões de 2013, com um novo plano de evacuação da cidade, entre outras medidas.

Os trabalhos lançados se baseiam em um relatório divulgado esta sexta-feira pelos vice-prefeitos Cas Holloway e Linda Gibbs sobre as falhas observadas na passagem de Sandy, que deixou 43 mortos na cidade, provocou um apagão generalizado que durou vários dias, obrigou milhares de pessoas a deixarem suas casas e causou danos estimados em bilhões de dólares.

Embora Nova York tenha respondido a Sandy da melhor forma possível, com "um esforço de evacuação maciça e uma rápida recuperação após o desastre", "foram identificados passos chave para melhorar a capacidade" de resposta da cidade diante de possíveis novas catástrofes do tipo, disse a vice-prefeita Gibbs.

O informe inclui 59 recomendações em diferentes áreas, começando pela reorganização de mapas de evacuação da cidade.

Nas vésperas da passagem do furacão, o prefeito Michael Bloomberg havia ordenado a evacuação obrigatória de 375.000 nova-iorquinos das áreas costeiras mais baixas de Nova York.

Embora muitos tenham acatado a medida, implementada pela primeira vez na história da cidade em 2011 com a passagem da tempestade tropical Irene, "milhares de moradores decidiram não abandonar suas casas", o que deixou 43 mortos, segundo o informe.

A partir de junho, haverá um novo mapa com seis zonas de evacuação (numeradas de 1 a 6, segundo sua proximidade com a costa e altitude), que deveria permitir maiores flexibilidade e controle, substituindo o mapa atual dividido em três setores (A, B e C).

Outro grande problema da passagem de Sandy foi o corte de abastecimento elétrico em vastas áreas da cidade, o que deixou mais de um milhão de nova-iorquinos sem luz durante vários dias, provocando caos no trânsito e interrupção no transporte público.

Neste sentido, o relatório determina "comprar rapidamente" equipamento de segurança pública, "desenvolver alternativas para manter funcionando a iluminação de rua e os semáforos" e ter pronto um plano para acelerar a restauração da eletricidade em grandes complexos habitacionais.

Também se deu destaque a melhorar a autonomia energética e a eventuais planos de evacuação de hospitais e asilos de idosos.

Na passagem de Sandy, cinco hospitais e 30 instituições geriátricas tiveram seus serviços comprometidos com o furacão e em mais de um caso foi preciso recorrer a uma evacuação de emergência à noite em plena tempestade.

As medidas propostas incluem, ainda, atualizar e melhorar o plano de refúgios para que possa operar durante um período mais longo e prever alojamento de médio prazo para aqueles que não puderem retornar rapidamente para suas casas.

Também se buscará coordenar melhor a distribuição de água e comida.

As consequências de Sandy ainda são sentidas em diferentes setores da cidade, sobretudo em zonas costeiras de Rockaway Beach (Queens, nordeste) e Coney Island (Brooklyn, sudeste).

Até agora, a cidade ajudou 20.000 famílias a retornar para suas casas, distribuindo mais de 3 milhões de comidas e retirando 700.000 toneladas de escombros e dejetos, segundo o informe.

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