O Ministério das Relações Exteriores reafirmou neste sábado que a busca de uma solução para problemas registrados na Síria tem de ser capitaneado pelo povo daquele país. Diante do veto anunciado hoje pela Rússia e pela China à resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), o Itamaraty afirmou que a posição do Brasil com relação ao tema não mudou: o País condena de forma veemente o uso da força contra manifestantes. No entanto, acredita que somente uma solução negociada e pacífica pode por fim aos problemas. Um processo, completa, que tem de ser feito pelos sírios.
O Itamaraty, no entanto, já havia dado mostras - reforçadas agora com as novas declarações - de que rejeitará o apelo da diplomata europeia. Hoje, a assessoria do Ministério das Relações Exteriores informou que o fim do mandato rotativo do País no Conselho de Segurança da ONU, em dezembro, não mudou o interesse do governo brasileiro em acompanhar de perto os problemas registrados na Síria. E que a negociação é o melhor caminho para o fim dos conflitos.
Hoje, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que o veto da China e da Rússia à resolução enfraquece a ONU e a comunidade internacional, segundo informações de seu porta-voz, Martin Nesirky.
