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Variações de uma mesma paixão

Futsal proporciona diversão e estimula o desenvolvimento da criança

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postado em 07/11/2015 17:41

Arquivo pessoal


Há quem confunda o futsal com o futebol, mas o equívoco é perdoável. Afinal, os dois são iguais em emoção. Existem, porém, muitas diferenças entre eles: a bola, o tipo do piso, o ambiente de jogo, número de jogadores, dimensões, balizas, calçados... Mas, nas quadras ou nos campos, o que manda mesmo é a paixão pelo esporte, que conquista adeptos de geração em geração.

Foi assim com Bruno Maia Gamarano, de 11 anos. Incentivado pelo pai, o futsal entrou em sua vida quando ele tinha apenas 3 anos. Hoje, coleciona títulos e joga em três equipes. ''Faço parte da equipe do Colégio Magnum Cidade Nova e do Santa Cruz. Está ocorrendo agora a Copa Alterosa e eles chamaram algumas pessoas do Santa Cruz para uma parceria. Então, estou jogando também em um time chamado América Bola e Cia.'', conta.

Meia-armador no futebol de campo e fixo no futsal, Bruno tem uma rotina agitada. ''Treino de segunda a sexta-feira. Segunda, quarta e sexta jogo futsal pelo Magnum. Terça e quinta, futebol de campo pelo Santa Cruz.'' Os treinamentos têm de uma hora e 20 minutos a duas horas de duração. ''No futsal, sempre tem coletivo. No futebol, eles ocorrem às terças e quintas, mas também tem o treinamento físico.''

Mesmo com tanta dedicação ao futsal e ao futebol, a escola não fica em segundo plano. ''De manhã, faço dever de casa, à tarde estudo e à noite jogo. Quero ser jogador profissional de futebol, mas, para isso, antes tenho que estudar muito e me sair bem nas provas.'' Nessa área, o esporte também ajudou, e muito. Segundo Bruno, houve melhoras na disciplina e no raciocínio, além do desempenho nas avaliações. ''Tenho mais calma para administrar a pressão na hora das provas. O esporte me ajudou no convívio com meus colegas e no respeito. Na saúde, ajuda a me alimentar bem e na hora certa.''

Tantos benefícios são a prova de que o esporte só tem a acrescentar na vida da criançada, como destaca Alex Wilson, professor de educação física. ''O futsal, assim como outras modalidades, contribui no aprendizado e desenvolvimento de várias capacidades físicas, técnicas e cognitivas, além das habilidades socioemocionais, como respeito, disciplina, equilíbrio emocional, esforço, resiliência e autoestima.''

INTERESSE As escolinhas já são muito populares e podem ser uma boa opção para a garotada se divertir ao mesmo tempo em que se desenvolve. Mas, na hora da escolha, é importante levar alguns detalhes em consideração, como checar se o profissional tem conhecimento e preparo para executar a função como educador. ''Deve-se despertar na criança o interesse pela atividade esportiva, motivando-a para as aulas e sempre respeitando as limitações de cada uma''.

Com essa fórmula, não tem erro. Seja por hobby ou dedicação total, novos campeões como o uruguaio Carlos Sánchez, do River Plate, e Falcão, craque da equipe Brasil Kirin, podem surgir por aí. Os dois jogadores são os ídolos de Bruno, que já coleciona vários títulos, como o da Copa Liderança sub-9 em 2012, Copa IMEF, Copa Minas, Copa Alterosa e Copa Mercantil do Brasil (com artilharia) na categoria sub-9 em 2013, Copa Mercantil sub11 em 2014 e Copa Recreativo sub-11 em 2015.

''Indico muito o futsal, inclusive para crianças que não gostam de futebol. O esporte pode ajudar no estudo, no comportamento, na saúde e em tudo. Se outras pessoas fizerem, elas vão gostar. Não só porque é futebol, mas porque vão aprender várias coisas'', recomenda o craque mirim.
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