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BH é a cidade do país em que ciclistas mais têm medo do trânsito

Número de acidentes com quem usa bicicleta para se locomover na capital também aumenta a cada ano

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postado em 22/02/2016 06:00 / atualizado em 22/02/2016 07:14

Paulo Henrique Lobato /

Juarez Rodrigues/EM/D.A PRESS

Morador do Bairro São Geraldo, na Região Leste de Belo Horizonte, Deivisson Silvestre, de 30 anos, pedala em torno de 40 minutos até o restaurante de comida japonesa em que trabalha, no Santo Antônio, na Centro-Sul. “Se eu fosse de ônibus, usaria duas linhas. Daria mais ou menos uma hora e meia. De bike, ainda economizo quatro passagens diárias (R$ 325,6 mensais). Mas a falta de segurança para quem usa a ‘magrela’ é grande.” A reclamação dele procede: um estudo inédito concluiu que BH é a cidade em que os ciclistas mais temem o trânsito.


O levantamento ouviu 5.012 usuários em 10 municípios do Brasil. Na capital mineira, 37,8% dos entrevistados disseram que a falta de segurança no trânsito é o principal problema. O percentual é 66,5% superior ao da média nacional (22,7%). A pesquisa faz parte do projeto Parceria Nacional pela Mobilidade por Bicicletas, iniciativa da Transporte Ativo e suporte técnico do Observatório das Metrópoles e do Laboratório de Mobilidade Sustentável da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
O risco enfrentado na cidade por quem se desloca em bikes é referendado por uma estatística do Hospital de Pronto-Socorro (HPS) João XXIII, o maior do estado. O total de ciclistas que se envolveram em acidentes de trânsito e foram atendidos na instituição de saúde cresceu 34,8% de 2014 para 2015, aumentando de 316 ocorrências para 426. Nos últimos três anos, 21% dos ciclistas entrevistados em BH se envolveram em algum acidente. A média nacional foi de 19,9%.


O coordenador regional do estudo, Carlos Edward Campos, integrante da BH em Ciclo, concluiu que o trânsito nas metrópoles brasileiras é marcado por um ambiente hostil, sobretudo àqueles que pedalam ou andam a pé. “A insegurança é proporcionada pelos condutores de veículos motorizados, responsáveis por mais de 50 mil mortes por ano (no Brasil). As cidades e sua estrutura viária privilegiam os motorizados em detrimento das pessoas”, reclama. Os resultados da pesquisa, destaca ele, serão importantes para pautar ações de entidades ligadas ao setor e projetos do gestor público
O coordenador regional do estudo defende campanhas educativas massivas e perenes, além da redução da velocidade e, “nos grandes corredores viários, a construção de estrutura cicloviária totalmente segregada”. Boa parte das ciclovias na Região Centro-Sul corta corredores movimentados, como a Avenida Afonso Pena. O ciclista deve ficar atento, principalmente porque não há, como diz o coordenador regional do levantamento, “uma roupa para o ciclista urbano.”


“É uma confusão muito comum. A maioria das pessoas que usam a bicicleta como modo de transporte se veste com a roupa que usará no destino, como trabalho, escola, lazer etc. Há, talvez, uma vestimenta e equipamentos usados para a prática esportiva do ciclismo, o que é uma coisa completamente diferente.”


“Todo cuidado é pouco”, recomenda Einar Lima, de 55. Ele tem experiência para abordar o assunto, pois, além de ganhar a vida como motorista autônomo, é dono de um carro, de um triciclo, de uma motocicleta e de uma bicicleta. “Pedalo praticamente todos os dias. A cidade como um todo tem de reconhecer que esse meio de transporte está em voga.”
Ele clama por maior educação de motoristas. Para 29,8% dos entrevistados em BH, a falta de respeito desses condutores é outro problema enfrentado. “Já fui xingado muitas vezes por motoristas de carro. Uma vez, na Avenida do Contorno, enquanto pedalava para o trabalho, um deles me disse para ir pedalar em outro lugar. E me falou um palavrão”, recordou o produtor de conteúdo em web Leonardo Melo, de 35.


Até a segurança pública, continua Leonardo, é uma preocupação grande para quem pedala. Na pesquisa, 2,1% dos entrevistados disseram que esse é o maior problema na cidade. “Numa tarde, na Avenida Nossa Senhora do Carmo, dois homens me pararam. Tentaram roubar minha bicicleta, que valia cerca de R$ 3 mil. Me jogaram no chão e quase a levaram. Briguei com eles quando percebi que não estavam armados”, contou.


Em nota, a BHTrans informou que não há como avaliar os percentuais das respostas referentes aos problemas enfrentados pelos ciclistas. “De modo geral, três dos quatros primeiros itens se relacionam com educação. Inserir a bicicleta no contexto social e na vida das pessoas, sobretudo no trânsito, é um trabalho gradativo e necessita constantes campanhas de conscientização”, informou a autarquia.

Poucas ciclovias

Apesar do aumento do número de ciclistas em Belo Horizonte, a extensão da malha exclusiva ao modal ainda tem muito o que avançar. O Plano Diretor de Mobilidade Urbana da cidade (PlanMob-BH) identificou 400 quilômetros de rotas cicláveis (ciclovias e/ou ciclofaixas), mas apenas 79,63 quilômetros estão implantados.
A BHTrans trabalha para atingir a meta até 2020. “Hoje, as ciclovias são em pouca quantidade, pouca quilometragem. Algumas estão em condições precárias”, avaliou Carlos Edward Campos.


A empresa que gerencia o trânsito na capital reconhece a importância de aumentar a extensão desses caminhos: “É fundamental criar a estrutura de ciclovias e bicicletários para que, gradativamente, as pessoas comecem a perceber os benefícios e as usem, seja por esporte, saúde ou transporte”.


Enquanto as ciclovias não chegam a algumas áreas de BH, o supervisor de vendas Túlio Ferreira, de 19, sofre com a má qualidade do asfalto de ruas e avenidas. Há poucos dias, relembra o rapaz, um buraco na Avenida Sebastião de Brito, no Bairro Dona Clara, lhe rendeu um prejuízo de quase R$ 150.


“Não consegui desviar do buraco e perdi o pneu, que rasgou. O novo custou R$ 99. A câmara, R$ 50. Ainda bem que a roda não empenou, o que daria um prejuízo bem maior”, completou.

Dificuldades para quem pedala

  Problemas enfrentados no uso da bicicleta como meio de transporte em BH

Falta de segurança no trânsito             37,8%
Falta de infraestrutura adequada (ciclovias)         25,3%
Falta de respeito dos condutores motorizados         29,8%
Falta de segurança pública             2,1%
Falta de sinalização                 0,8%
Outros motivos                 2,9%

  A falta de segurança no trânsito nas outras cidades pesquisadas

Aracaju                     23,9%
Brasília                     22,4%
Manaus                     28,5%
Niterói                     21,8%
Porto Alegre                 28,1%
Recife                     17,5%
Rio de Janeiro                 25,6%
Salvador                     13,3%
São Paulo                     9,5%

  Motivação para ter começado a usar a bike como transporte em BH


Ambientalmente correto             2,1%
Meio de transporte barato             20,7%
Mais rápido e prático                 41%
Mais saudável                 26,6%
Outros                     7,4%

  O que faria você pedalar mais em BH?

Mais infraestrutura cicloviária             52,7%
Mais segurança contra assaltantes             3,7%
Mais segurança no trânsito             29%
Melhor estacionamento para bike             4,5%
Ruas e ciclovias arborizadas             4,3%
Outros                     4,8%

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
600
 
ROBSON
ROBSON - 24 de Ferveiro às 14:19
Eu não sei quem é pior o Ciclista ou Motoqueiro, constantemente me deparo com um deles fazendo merda no transito.
 
Mario
Mario - 22 de Ferveiro às 15:00
Os motoristas de BH são os piores do Brasil. Apenas para reforçar, são moles e marrentos na cidade e totalmente imprudentes na estrada. Fora isso, vale lembrar que bicicleta está previsto no CTB, assim como o CTB assegura que o menor tem preferência sobre o maior, na ordem de prioridades. Em relação aos órgãos públicos falta campanha de conscientização e educação para os motoristas, assim como falta também a infra estrutura necessária para uso recorrente da bike como meio seguro de transporte, em complementação aos transporte público de qualidade.
 
Mario
Mario - 22 de Ferveiro às 14:55
Necessário esclarecer aos motoristas "importantes" de roça grande que bicicleta é veiculo e consta no CTB. Portanto respeitar o mais fraco seria obrigação, assim como o ciclista deve respeitar o pedestre. Mas o que vemos é a cultura ultrapassada dos mineiros dessa região que ainda pensam que bicicleta é coisa de pobre ou de quem não tem nada pra fazer. Mais interessante é o argumento de alguns "Mineiros espertos" que em BH e RM não se pode usar a bike por causa da topografia. Acredito que essas pessoas são as mesmas que acham que o metrô não pode melhorar por causa da topografia.
 
Guilherme
Guilherme - 22 de Ferveiro às 14:33
Os ciclistas não disputam espaço nas vias como diz a reportagem, nós compartilhamos o espaço, juntamente com os pedestres e todos os demais veículos motorizados. O objetivo comum de todos: LOCOMOVER. Qto a alguns comentários onde diz ser "um atestado de idiotice ter ciclovias" ou é "incompetência e ignorância querer implantar o uso do veículo" só penso em uma coisa. Idiotice p/ mim é entrar em um carro p/ ir à esquina comprar um maço de cigarros ou acelerar a 150 km na Antônio Carlos.
 
Guilherme
Guilherme - 22 de Ferveiro às 14:33
Se eu quero subir um morro pedalando é minha opção. Se eu quero ir daqui de BH até o morro do chapéu de bique, subindo toda a 040 é opção minha como é a sua em fazer o mesmo trajeto de carro ou a de outro morador de BH em querer fazer tudo isto caminhando. Respeito à escolha de todos os motoristas que andam confortavelmente em carros com ar condicionado queimando combustível. Respeitem a minha escolha de andar no sol ardente, independente se é subida ou plano e queimando as calorias adquiridas. Somos livres para as nossas escolhas e temos que respeitar as escolhas dos outros.
 
Ivam
Ivam - 22 de Ferveiro às 13:17
O que falta no trânsito de BH é a famosa "educação". Motoristas que não respeitam pedestres e suas faixas. Normalmente os motoristas estão acima do limite da via e sinal vermelho não é garantia de que vão respeitar, principalmente ônibus que não conhece o sinal vermelho. Por outro lado temos ciclistas que também ignoram as regras de trânsito, transitam no meio dos carros fazendo mudança de faixa e furando sinal vermelho. Na Av. Teresa Cristina chega a ser pior onde os ciclistas tomam 02 vias só para eles, aí o resultado não poderia ser diferente. Respeite para serem respeitados.
 
moacir
moacir - 29 de Ferveiro às 08:43
Exatamente amigo, perfeita sua ultima frase. Apesar do Bruno rir do que tu disse, que falei abaixo, tem muito ciclista afrontando os motoristas, isso é tragedia na certa, os 2 tem que se respeitar, eu ando pra cima e pra baixo, e nunca sofri um acidente. E BRUNO, não é baixar a cabeça, é ter conciencia e respeito mutuo, uma coisa que mineiro infelizmente não tem. BRUNO, pense bem, antes de rir do que o povo posta.
 
Bruno
Bruno - 22 de Ferveiro às 14:03
Bicicleta: parte frágil na selva do trânsito. Daí, ao invés de esperar alguns SEGUNDOS, o povo prefere xingar, buzinar e jogar carro pra cima. Concluindo: sua última frase na verdade quer dizer "Abaixa a cabeça ou eu vou te atropelar".
 
emerson
emerson - 22 de Ferveiro às 11:58
Valeu Bruno, estou escrevendo sobre os seus comentários e rindo muito. O que é show em pedalar é exatamente subir morros. Faz bem ao coração, às pernas e ao bumbum que as mulheres tanto admiram. Quanto aos motoristas....bem...o bibi deles é tudo pra eles, jamais entenderão.
 
reinaldo
reinaldo - 22 de Ferveiro às 09:40
Bh é a cidade onde pessoas sem educação e um minimo de cultura acham que não se deve usar bicicleta.. Assim sendo pegam seus carros e desfilam na cidade como os donos do mundo. Vieram da roça para aprender a ler e escrever aqui e agora se acham donos da cidade...essa é a BH que querem mostra para o mundo???
 
Bruno
Bruno - 22 de Ferveiro às 14:01
HAAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH DEMAAAAAAIS!!!!!!!
 
reinaldo
reinaldo - 22 de Ferveiro às 09:35
Em Belo Horizonte existe uma ideia de que Bicicleta é arama... Ou seja o pessaol que se acha importante porque esta dentro de um carro não respeita ou talvez não saiba o que é respeito. Realmente morar em BH exige muito ... Quem andfa de Bicicleta em BH pode ter certeza que esta correndo risoc de ate ser linchado... devidso a cultura dos moradores que normalmente vieram morar aqui vindo de outras partes mais espertas do estado... Quanto ao governo, prefeitura etc...nao tem nem o que falar... ainda mais depois de elegerem o tal PT , que nunca viu nem sabe de nada....kkkkk essa é a BH que querem
 
diego
diego - 22 de Ferveiro às 09:17
Claro! Motoristas loucos, correndo que nem malucos! Quem faz caminhada em BH sabe muito bem o que é isso!
 
Daniel
Daniel - 22 de Ferveiro às 09:11
Obviamente, conheço o direito dos ciclistas, uma vez que nos anos 90 eu andava muito de bicicleta em BH, mesmo que a lazer nos fins de semana, mas nas grandes avenidas. Hoje considero isso uma insanidade. BH não tem espaço para carros e muito menos para bicicletas, fora a topologia que é um atestado de idiotice a todas curtas e ilógicas ciclovias que tentaram empurrar goela abaixo na população.
 
Bruno
Bruno - 22 de Ferveiro às 10:00
Deixa ver se entendi: você tem preguiça de subir ladeira e por isso todo mundo que sobe ladeira de bicicleta é idiota?
 
valmir
valmir - 22 de Ferveiro às 09:05
a manchete devia ser assim: BH é a cidade brasileira onde as pessoas mais tem medo dos motoristas...pq eles são ruimmmm...mas ruim....e depois bota um bocado de ruim em cima...
 
moacir
moacir - 22 de Ferveiro às 08:40
Sou ciclista, e ando pra cima e pra baixo em BH e nunca sofri um acidente ou fui sequer xingado. Dica: Respeite os veiculos automotores. O ciclista não é o dono da via, e nem o carro/moto/etc, mas o ciclista é a parte vulneravel da equação. Eu olho antes de cruzar uma rua se vem vindo carro, assim como qdo estou a pé, e não simplesmente, como já vi muitos ciclistas, cruzarem um cruzamento, com a firme intenção de afrontar o motorista dizendo que "vocês tem que me respeitar", pronto, tá feito a tragédia. Isso acontece também com os pedestres. Fora q ciclovia em BH é uma piada...
 
Jeronymo
Jeronymo - 22 de Ferveiro às 08:32
Quaquer cidade com a topografia até mais ou menos plana, é esportivo, prazeroso e até usar a bicicleta como transporte pessoal. Mas numa topografia como a de BH. é incompetência e ignorância querer implantar o uso do veículo. Realmente, deve ser projeto e pessoa indicada pelo Aécio.
 
Bruno
Bruno - 22 de Ferveiro às 09:59
Então quem já anda de bicicleta, subindo morro todo dia porque QUER, deveria ser proibido de pedalar? Ou, por conta disso, deveria ser hostilizado? Menas, zé povim.
 
rodrigo
rodrigo - 22 de Ferveiro às 07:46
Falar de bicicleta em BH é próximo de sacanagem! Essa prefeitura é assassina! O que eles fizeram na lagoa da Pampulha é no mínimo uma tentativa de matar os ciclistas da região! Os ciclistas que andam pela pista "compartilhada" com carros, não tem apoio da mídia que toda vez que vai lá fazer alguma reportagem os coloca como infratores e se quer observam as demarcações e as placas que indicam que a pista é "compartilhada", e jogam os ciclistas contra os motoristas! Esse MARCIO LACERDA é uma ameba eleita no bloquinho do AÉCIO!
 
rodrigo
rodrigo - 22 de Ferveiro às 11:31
Pois bem Srº Valdir, você sabia que o asfalto é uma pista mista e compartilhada com as bicicletas? Se você caminha todos os dias na lagoa já deve ter visto as marcações no asfalto e as placas indicativas não é verdade! A ciclovia da lagoa é um atentado a vida humana, uma vez que ela é mão dupla e com os paralelepípedos onde se o cara cair (como acontece normalmente) e der o azar de cair em cima de um, você tem a consciência do risco não é verdade? E pra finalizar, aquelas faixas, nem pedestre e nem ciclista respeita, sinal de que foram mal feitas ou reflexo da falta de educação do brasileiro
 
Valdir
Valdir - 22 de Ferveiro às 09:17
Rodrigo, um reparo. Caminho na orla da Pampulha todos os dias e nunca vi ciclista respeitar lei de trânsito, especialmente aqueles de proteção ao pedestre, faixa e sinal de pare.
 
Valdir
Valdir - 22 de Ferveiro às 09:15
Rodrigo, um reparo. Caminho na orla da Pampulha todos os dias e nunca tive a oportunidade de ver ciclista, homem, mulher e criança, respeitar lei de trânsito, especialmente aquelas de proteção ao pedestre - faixa de pedestre e sinal de pare.
 
Valdir
Valdir - 22 de Ferveiro às 09:11
Rodrigo, um importante reparo. Caminho todos os dias na orla da Pampulha e nunca vi um ciclista respeitar lei de trânsito, principalmente aquelas que protegem o pedestre, especialmente as faixas próprios e o sinal de pare.