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Sonoridade

Ao som do rock, Alcova Libertina reúne 15 mil na Andradas

Formado em 2013 por músicos, poetas e artistas que trabalhavam em Santa Tereza, Alcova Libertina reuniu 15 mil foliões cantando de Led Zepellin a Beatles

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postado em 08/02/2016 06:00 / atualizado em 08/02/2016 08:18

Carolina Braga

Túlio Santos/EM/D.A Press
Pelo segundo ano consecutivo o bloco Alcova Libertina escolheu a Avenida dos Andradas como corredor para a mistura da sonoridade do rock e o espírito carnavalesco. Às 17h30, quando o trio elétrico começou a se movimentar, cerca de 15 mil foliões, segundo a Polícia Militar, ocupavam a pista sentido Centro da avenida.

Diferentemente do ano passado, quando o Alcova seguiu em direção à Praça da Estação, o bloco escolheu o sentido oposto. “Foi uma escolha pensando na segurança dos foliões e na nossa também”, justificou Isabela Leite, integrante da percussão do bloco.

O Alcova surgiu do encontro de músicos, poetas, artistas plásticos que trabalhavam em Santa Tereza. No carnaval de 2013, milhares de foliões se juntaram na Praça Duque de Caxias. O bloco cresceu, mas nem por isso deixou para trás sua história com o bairro. A região escolhida para o início do desfile fica no vizinho Santa Efigênia.

O Alcova Libertina desfilou com 21 músicos no trio elétrico. Eles formam a Fabulosa Banda Dionisíaca dos Libertinos. O repertório – com 41 músicas – é focado em clássicos do rock mundial. De Led Zeppelin, passando por Amy Winehouse e terminando com All you need is love, dos Beatles. O desfile começou com a tradicional marchinha, cujo verso mais conhecido é “chuta, chuta, chuta, chuta a família mineira”.

Como o bloco também faz questão de apresentar seus princípios, ao longo do trajeto estava prevista a leitura de uma carta. “Somos a favor da legalização do aborto e da descriminalização do uso de drogas”, contou a percussionista Poliana Tuchia.

Também seguindo determinação de segurança, pela primeira vez o trio elétrico foi cercado por uma corda. Outra novidade foi um caminhão menor, que seguiu atrás do caminhão principal. O objetivo era repetir o som da Fabulosa Banda Dionisíaca dos Libertinos. “Isso faz dispersar mais o público e dá mais segurança para todos”, disse o vocalista Thiakov Davidovich.?

O desfile deste ano só foi possível graças ao apoio dos fãs. O Alcova lançou na internet campanha de financiamento coletivo e conseguiu R$ 25 mil para melhorar a estrutura.

Apesar do esforço, a qualidade sonora do início do desfile não estava das melhores. Esse é um problema frequente nos blocos de Belo Horizonte. O carnaval cresceu demais e a estrutura não acompanhou na mesma proporção. No caso do trio elétrico do Alcova Libertina, só quem conseguiu ficar próximo do caminhão era capaz de identificar as canções. Aqueles que estavam a apenas 100 metros de distância não tiveram a mesma sorte.

DIFICULDADE A advogada Renata Hargreaves, de 27 anos, encontrou o mesmo problema no desfile do bloco Então, brilha!, no sábado. Mas, para ela, a dificuldade sonora não incomoda tanto quanto a falta de banheiros. “Sábado, estávamos na Praça da Liberdade e não encontramos. Depois tivemos que pagar para ir no shopping”, contou. Mesmo assim, comemora o crescimento da folia. “O bom é que, apesar de muito cheio, a galera não briga.”

“Belo Horizonte tem um carnaval democrático. Aqui tem um pouco de São Paulo, do Rio, de Recife”, celebrou o professor José Henrique Lopes, de 33. Ele vive em São José dos Campos e desde 2013 faz questão de estar na capital mineira. “E continuarei vindo.”

Fantasias divertidas O trio formado pelo professor de inglês Antônio de Lima Júnior, o fotógrafo e publicitário Lucas Viggiani e o bailarino João Gabriel veio de Montes Claros para um carnaval ambicioso. Há três anos se divertem com a missão de elaborar e surpreender com as fantasias. Se a meta é cada dia com um figurino diferente, em 2016 começaram pelo Então, brilha! como Cleópatras. Ontem, o bloco escolhido foi o Ordináaaaaaarios. Lucas, Antônio e João compareceram como três irreverentes Brancas de Neve munidas de leques enormes. Aliás, esse é o diferencial do trio. Independentemente do tema da fantasia, haverá sempre espaço para o acessório.

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