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Presidente da Samarco reclama de contas bloqueadas e fala em prazos

"É preciso que a empresa não tenha suas contas bloqueadas para que possa fazer frente e utilizar esse capital para fazer o que deve ser feito", disse Ricardo Vescovi

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postado em 07/12/2015 09:37 / atualizado em 07/12/2015 09:41

Cristiane Silva

O presidente da Samarco, Ricardo Vescovi, falou nesta segunda-feira sobre o bloqueio de contas da mineradora, responsável pela barragem de rejeitos que rompeu em 5 de novembro, destruindo o povoado de Bento Rodrigues, distrito de Mariana, na Região Central de Minas. Ele também disse que a empresa tem recebido solicitações com prazos apertados para resposta.

Em entrevista concedida à Rádio Itatiaia, Vescovi disse que a Samarco está usando o valor do caixa gerado em 2015 para cobrir as despesas de atendimento à situação de emergência. “O que estamos fazendo desde o primeiro momento do acontecimento é feito dentro da melhor intenção da empresa de recuperar tanto os danos ambientais, a situação do meio ambiente, quanto a situação humanitária”, disse o executivo. “E é preciso que a empresa, por exemplo, não tenha suas contas bloqueadas para que possa fazer frente e utilizar esse capital para fazer o que deve ser feito, para ajudar as pessoas e recuperar o meio ambiente”.

Em 26 de novembro, o juiz Frederico Esteves Duarte Gonçalves, da comarca de Mariana, determinou a indisponibilidade de R$ 292 milhões da Samarco que estejam sob custódia do Banco Central (BC). O magistrado também negou pedido da mineradora de liberação dos valores que já foram bloqueados.

Em seu despacho, o juiz disse que, quando deferiu liminar, no dia 13 de novembro, determinando a indisponibilidade de R$ 300 milhões, por meio do sistema Bacenjud, havia apenas cerca de R$ 8 milhões na conta da mineradora. Com isso, ele determinou o bloqueio de quaisquer valores e títulos de crédito da empresa sob custódia do BC, até completar os R$ 300 milhões.

Na semana anterior, o juiz André Gonçalves de Oliveira Salce, titular da 26ª Vara Federal, já havia determinado o bloqueio de R$ 570 milhões da Samarco, decorrente de uma ação movida pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e diz respeito a débitos de créditos decorrentes do pagamento da Compensação Financeira pela pela Exploração de Recursos Minerais (Cefem) em menor valor do que o devido.

Ainda na entrevista, Ricardo Vescovi disse que muitas instituições estão procurando a Samarco para solicitar informações e ações em relação à tragédia. “Nós temos procurado atender a todas da mesma maneira e temos feito muitos atendimentos em várias instituições e em várias agências. Ocorre que eventualmente algumas solicitações requerem um prazo muito apertado para que a resposta seja dada com qualidade”, explica. “Quando isso acontece nós voltamos à instituição e apresentamos um pedido para que dilate um pouco o prazo para que a gente possa responder com qualidade”.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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Evandro
Evandro - 07 de Dezembro às 16:21
Falem também de Barra Longa, pois já se passaram 30 dias e a cidade ainda está debaixo de lama
 
Dura
Dura - 07 de Dezembro às 12:58
Não entendo! Pq ainda não tem ninguém preso?????
 
Marcio
Marcio - 07 de Dezembro às 10:49
Fique esperto vai ter q pagar! porém, p/ atender a imprensa e outros orgãos o menos importante é recuperar o meio ambiente, as pessoas afetadas etc o mais importante é quebrar a Samarco....isso vai dar ibope e esses órgão vão ficar de bem com a sociedade...o resto que se lasque
 
Carlos
Carlos - 07 de Dezembro às 10:18
É muito simples, basta prender esse Ricardo Vescovi e o resto da diretoria da SAMARCO que o dinheiro aparece. Aliás, já deveriam estar na cadeia há muito tempo, pelos crimes que cometeram.
 
Marcio
Marcio - 07 de Dezembro às 15:46
Prender p que ? o que doi é o bolso. agora se houve omissão, negligencia e impericia deve ser investigado e os responsaveis punidos. só não espere que o estado vá fazer alguma coisa. tenho certeza absoluta que na mãos da Samarco há esperança de alguma recuperação, mas na mãos do estado esqueçe
 
Jose
Jose - 07 de Dezembro às 11:15
Carlos, não existe motivo para prender o Presidente de uma empresa que gera mais de 3000 empregos para um Município. Houve um acidente que está sendo investigado e em nenhum momento a SAMARCO tentou fugir da responsabilidade. Aliás, o ideal seria assinar um termo de Compromisso para que a Empresa e suas Controladoras começassem um projeto de recuperação dos danos. Aposto que a competência seria bem maior que a do estado. Dinheiro na mãos dos governos você já sabe o que acontecesse.