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"Não é o caso de desculpas, mas de verificar o que ocorreu", diz diretor da Samarco

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postado em 17/11/2015 17:38 / atualizado em 17/11/2015 19:24

Renan Damasceno


Na coletiva de imprensa em que definiram 2016 como prazo para recuperar uma das barragens danificadas em Mariana, representantes da Samarco afirmaram que o maior desastre ambiental da nossa história não é motivo para pedir desculpas. O diretor de operações e infraestrutura da mineradora, Kleber Terra, chegou a lamentar o desastre, mas disse que o momento é de verificar o que ocorreu: "A gente teve um evento trágico. A Samarco também está envolvida e estamos muito solidários e muito sofridos com tudo que aconteceu. Nós também, nós somos funcionários desta empresa. Não acho que seja o caso de desculpa, acho que é o caso de verificar claramente o que aconteceu. Nós somos parte do processo, foi muito sofrido para todo mundo. A Samarco está fazendo seu maior esforço".


Traumatizada pela tragédia de rompimento da barragem do Fundão, em 5 de novembro, no distrito de Bento Rodrigues, a população de Mariana e dos demais municípios da região vai conviver com o medo de um novo acidente desse tipo ao menos até janeiro do ano que vem. No caso da barragem de rejeitos da Germano, as obras vão durar 45 dias, enquanto a barragem de água de Santarém – que foi erodida pelo fluxo de lama do Fundão, há 12 dias –, deve estar completamente reparada em apenas 90 dias. A chuva e a dificuldade de acesso aos locais danificados são os principais problemas na reparação.

“Em Santarém, nós estamos com um cronograma de aproximadamente 90 dias para transportar todo material, terminar a abertura dos acessos, que estão sendo feitos, e fazer o preenchimento da erosão, o nivelamento da crista da barragem e recuperação da extremidade, de modo a aumentar o nível de segurança”, explicou o engenheiro civil José Bernardo, geotécnico da Samarco.

Segundo a empresa, a prioridade da Samarco é consertar a erosão na barragem do Germano, a maior do local. “Com o esvaziamento (do Fundão), a Selinha (um dos três diques) sofreu a erosão. O atendimento é emergencial, e vamos reparar a partir do pé. Desenvolvemos uma rota para chegar lá, mas o material que está presente no interior da barragem não está consolidado. É um material formado pela poupa de rejeitos”, explicou. “Esse aterro de blocos de rocha será construído de baixo para cima, para escorar o dique. Vai durar 45 dias, aproximadamente.”

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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Marcos
Marcos - 17 de Novembro às 22:41
Pode olhar na época que ocorreu a liberação e autorização para funcionamento destas barragens qual gestão estava no Governo de Minas e a quantidade de doações que receberam para fazer vista grossa
 
Bruno
Bruno - 17 de Novembro às 20:18
Frase infeliz essa do sr Kleber Terra. Daqui a pouco ele fala que não é caso de indenizar também .
 
Carlos
Carlos - 17 de Novembro às 18:46
Os representantes da usina nuclear em Fukushima tiveram a hombridade de pedir desculpas em público, não amenizou o desastre, mas assumiram o erro. Aqui na Republica da desordem ninguém é responsável, vai levar anos apurando o óbvio.
 
Mario
Mario - 17 de Novembro às 18:44
Primeira coisa a fazer é demitir os engenheiros e responsáveis pelo descaso, incompetência, negligência e irresponsabilidade.
 
Nil
Nil - 17 de Novembro às 18:37
Diretor não pode abrir a boca.
 
dener
dener - 17 de Novembro às 18:32
É caso de que então FDP? Vcs são os verdadeiros culpados por está tragédia, e não pedem desculpas. Agora vem com este bla-bla de funcionário puxa saco. Tem dó. E a grana que a SAMARCO, ganhou em cima deste povo sofrido? E a natureza como fica?