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Governo de Minas embarga licença da Samarco em Mariana

Empresa está proibida de processar minério de ferro na barragem Germano, a maior da Samarco na região e que continua intacta

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postado em 09/11/2015 16:24 / atualizado em 10/11/2015 12:19

João Henrique do Vale

Euler Junior/EM/D.A Press

O Governo de Minas Gerais embargou as atividades da Samarco, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais. Agora, a empresa não poderá mais processar minério de ferro na barragem do Germano. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad) confirmou a informação na tarde desta segunda-feira. A empresa só poderá retomar as atividades após a apuração e a adoção de medidas de reparo dos danos provocados pelo rompimento das duas minas na última semana. A tragédia provocou a morte de duas pessoas e deixou pelo menos 25 pessoas desaparecidas.

De acordo com a Semad, o embargo aconteceu na última sexta-feira. Todas as atividades da empresa na região estão suspensas. A Samarco está autorizada apenas a fazer ações emergenciais, ou seja, “aquelas voltadas para minimizar o impacto do rompimento das barragens e prevenir novos danos”, explicou a Secretaria.

A Semad explicou que a suspensão emergencial está previsto legalmente, para apurar as causas e consequências do evento para a saúde da população e para o meio ambiente. A Samarco só poderá retomar as atividades após a apuração e a adoção de medidas de reparo dos danos provocados.

A barragem de Germano está sendo monitorada desde a última quinta-feira quando outras duas minas, a de Fundão, que armazenava rejeitos de minério, e a Santarém, que estava com água, se romperam. A lama destruiu o distrito de Bento Rodrigues. Pelo menos duas pessoas morreram e outras 25 pessoas seguem desaparecidas, sendo 12 funcionários da empresa e outros 13 moradores.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a barragem Germano é o maior reservatórios da Samarco na região e está localizada acima das outras duas que se romperam. Militares e equipes de engenheiros contratados fizeram a filmagem da mina com um drone para avaliar se há riscos de novos deslizamentos.

Investigação

A conclusão do inquérito aberto pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para investigar a tragédia deve sair dentro de 30 dias. Estão sendo apuradas quatro hipóteses: o cumprimento das condicionantes de licenciamento da Samarco, empresa responsável pelo empreendimento, a explosão de uma mina da Vale próximo ao local, o possível abalo sísmico e se as obras de alteamento da barragem possam ter provocado o acidente. O prazo para a conclusão do inquérito é de 30 dias. Há a possibilidade de o MP pedir revogação da licença de operação da Samarco.

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Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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WIlson
WIlson - 09 de Novembro às 18:56
O que me mata é o oportunismo e a falta de conhecimento do repórter. Vejam bem: Para limpar aquilo tudo, a Samarco/Vale/BHP levará no mínimo uns 8 meses. Tem de contratar gente e o suprimentos dessa turma é horroroso. Segundo que para recomeçar a operar, terão de construir outra barragem de rejeito. Ou seja, no mínimo mais 1 ano. Enfim, 1 ano e 8 meses parados. É tempo mais que suficiente para re-obter a licença. Por favor, né? O Governo jogando para a torcida e o repórter, coitado, comendo igualzinho um BigMac. Coitado!
 
Sérgio
Sérgio - 09 de Novembro às 18:55
Espero que a mineradora dê apoio as famílias vítimas da tragédia. Dinheiro, Samarco tem muito. Gostaria de contar com a participação de todos no blogdosletradosdesalienados.blogspot.com Sérgio Lopes Abraço fraterno, Sérgio Lopes
 
jorge
jorge - 09 de Novembro às 18:28
UM SALÁRIO MÍNIMO, será que não vai fazer falta à Samarco (Vale). O camarada perde seu familiar, sua casa, seu comércio, perde tudo, quebra da noite para o dia! Ainda mais: nos três outros "acidentes ambientais" como este NINGUEM FOI ATÉ HOJE INDENIZADO, mudam de nome e continuam empurrando com a barriga, esta é a nossa justiça, um país de bananas
 
Aloizio
Aloizio - 09 de Novembro às 18:24
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad)...órgão formado por petistas derrotados em Brasília e em outros lugares do Brasil. Que capacidade possuem para dar tal definição? O que tem que ser feito é responsabilizar a Samarco, faze-la cumprir as indenizações, reforçar a segurança e dar continuidade à exploração. A empresa tem que sobreviver. Mas não, por se tratar de um braço da Vale do Rio Doce (que foi privatizada e logo o PT não pode meter a mão) agora fazem vingança. Típico de petistas.
 
Mário
Mário - 09 de Novembro às 17:28
O Brasil mostrou ao mundo como se faz ITAIPU, mas não sabe construir baraginhas de contenção! Pagar pelas mortes custa menos que investir em engenharia!
 
Mário
Mário - 09 de Novembro às 17:25
O Brasil mostrou ao mundo como se faz ITAIPU, mas não sabe construir baraginhas de contenção! Pagar pelas mortes custa menos que investir em engenharia!
 
William
William - 09 de Novembro às 17:11
O mesmo GOVERNO DO ESTADO que suspende aprovou recentemente lei que anistia multas a empresas que foram flagradas cometendo crimes ambientais. Esta é a lógica do Poder Público em Minas.
 
Aloizio
Aloizio - 09 de Novembro às 18:18
Exatamente! E agora "penaliza" a Samarco, que deve sim ser responsabilizada, mas não impedida de explorar, pois sabemos as consequências serão piores, com demissões e comprometimento ainda maior das finanças da empresa.
 
João
João - 09 de Novembro às 16:41
Atenção Ministério Público Estadual e FEAM vamos extrair lições dessa tragédia em Mariana e auditar a situação das outras 735 barragens que existem no Estado de Minas Gerais. As vidas humanas e o meio ambiente agradecem. Vamos aprender a agir de forma preventiva.
 
João
João - 09 de Novembro às 16:38
É preciso que sejam contratadas auditorias idôneas e competentes para identificar as causas que levaram ao rompimento dessa barragem. A pergunta que não quer calar: Porque essas barragens não são feitas de concreto? É caro? E o custo das vidas perdidas e dos danos ao meio ambiente que são irreparáveis ?
 
José
José - 09 de Novembro às 18:40
A causa principal é não ter tido consideração / respeito pelas vidas dos cidadãos e ter autorizado e ter construída estas barreiras próxima e acima do nível da cidade - - - isto não se faz , nem sendo de concreto puro ! ! !
 
Aloizio
Aloizio - 09 de Novembro às 18:20
Elas não são feitas de concreto, pois a acomodação do minério se mostrou mais eficaz que o concreto. Depois existe a questão de que a mina é temporária, ela não dura muitos anos naquele ponto e logo há a necessidade de se desviar para outro lugar. Logo, a contenção de concreto não se aplica.