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Estado de Minas

Engenheiros alertam para risco de deslizamento de terra em BH

Especialistas afirmam que área ocupada por 106 famílias no Aglomerado da Serra pode registrar desmoronamento a qualquer momento. "Vai cair, só não podemos afirmar quando", diz um deles


postado em 30/10/2015 15:45 / atualizado em 30/10/2015 16:35

Engenheiros de três entidades diferentes fizeram nesta sexta-feira um alerta grave para o risco de deslizamento de terra em uma área de Belo Horizonte que está ocupada por 106 famílias. Segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de Minas Gerais (Ibape/MG), Clémenceau Chiabi, o terreno da ocupação existente na região da Rua Sustenido, no Aglomerado da Serra, Centro-Sul de BH, vai ceder em algum momento. "Estamos afirmando que vai cair. Só não podemos afirmar quando", afirma o especialista.

Além do Ibape/MG, também confirmam o prognóstico a Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural (Abece) e a Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica (ABMS). Os engenheiros afirmam que as casas foram construídas em uma área usada como aterro, com entulho de material de construção e lixo. As construções são precárias sobre o montante de entulho que varia de 7 a 14 metros de altura.

O presidente do Ibape/MG é tão taxativo no alerta, que ele afirma que os engenheiros estão com dificuldades para dormir depois do que observaram no local vistoriado. A previsão dos especialistas é que se cair uma chuva parecida com a que empilhou carros na Avenida Vilarinho,a na Região de Venda Nova, na última terça-feira, muitas pessoas podem morrer. "Não existe capacidade técnica para fazer obra para prevenir", completa o engenheiro.

Segundo o coronel Alexandre Lucas, coordenador da Defesa Civil Municipal, a remoção das famílias na área em questão é alvo de ação judicial da Defensoria Pública de Minas Gerais, que apresentou um laudo dizendo que a situação não é tão perigosa como foi apresentado pela Defesa Civil e pelas entidades de engenharia. "É bom lembrar que na Rua Sustenido não tem conflito de posse de terreno. É preciso retirar aquelas pessoas porque não queremos que ninguém morra", afirma o chefe da Defesa Civil.


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