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Lavagem de carro a seco é opção contra o desperdício de água em BH

Apesar de ser mais caro do que o convencional com água, serviço que usa vapor e outros produtos mais econômicos é opção para evitar grande consumo na hora da limpeza

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postado em 05/02/2015 06:00 / atualizado em 05/02/2015 07:12

Pedro Ferreira , Marcello Oliveira /Estado de Minas

LEANDRO COURI/EM/D. APRESS

A crise de abastecimento está eliminando o uso de água e sabão para lavar carros. Em Belo Horizonte, já é possível deixar um carro de passeio brilhando apenas com um copo d’ água. A lavagem ecológica a seco usa produtos biodegradáveis e custa caro, mas o proprietário volta para casa com a consciência tranquila por economizar água. Em uma lavagem de carro com mangueira, são gastos até 380 litros de água.

Há seis anos, Daniela Mendes adquiriu um lava-a-jato no Bairro Santa Efigênia, Região Leste de Belo Horizonte, e a maior preocupação era ser ecologicamente correta. A empresária passou a captar água da chuva e armazenar em tanques. Há sete meses, com o aumento da estiagem, ela foi além e adotou a lavagem a seco. Trata-se de uma mistura de produtos usados para cristalizar a pintura do carro com a cera de carnaúba.

O gerente do lava-a-jato, Luciano Ferreira dos Santos, aplica o produto com um borrificador e retira o excesso com um pano limpo e macio. O brilho da lataria é imediato. Mas o preço é salgado, entre R$ 80 e R$ 120, enquanto a lavagem com ducha de pressão custa R$ 40. “A vantagem da lavagem a seco, além de não gastar água, é que dispensa a cera e deixa uma película protetora na lataria do carro”, justifica Luciano.

Se o carro chega muito sujo, com lama ou pó de minério, por exemplo, é preciso usar água para retirar o excesso, mas é utilizado jato de alta pressão para economizar, que não chega a gastar 6 litros. Depois, ele faz a lavagem a seco. “A lavagem a seco é mais trabalhosa e demorada, mas vale a pena”, diz.

Daniela reclama que a procura pela lavagem a seco ainda é baixa. Mas se o cliente pechinchar, o preço pode cair para R$ 70. Antes da crise da água, a empresária conta que as pessoas lavavam mais os carros. Eram cerca de 25 clientes por dia. Hoje, são 11.

Com a captação da água da chuva, Daniela conseguiu reduzir em 70% o consumo da água tratada fornecida pela Copasa. Os outros 30% são usados para o banho dos funcionários e outras necessidades. Outro bom exemplo da empresa é o tratamento de resíduos. A água usada na lavagem dos veículos é filtrada e o óleo é separado antes de ir para a rede de esgoto. O óleo é recolhido por uma empresa contratada. Os clientes do lava-a-jato recebem um adesivo informando que o carro foi lavado com economia de água e com responsabilidade social. “Eles sempre saem daqui com consciência tranquila. Nosso lema é: carro limpo, consciência tranquila”, afirma a empresária.

VAPOR No Bairro Cidade Jardim, Região Centro-Sul, uma empresa é pioneira em lavar veículos usando apenas vapor. Não aplica nem sabão. Para limpar as rodas, é utilizado um produto exclusivo para esse tipo de lavagem. O vapor sai concentrado da máquina e em alta temperatura, o que elimina completamente a sujeira aparente. A maior vantagem da técnica é a economia de água. Em uma lavagem na garagem de casa, usando uma mangueira comum, gasta-se de 300 a 500 litros de água. Já no método da lavagem com vapor, são gastos apenas cinco litros de água, ou seja, 1% do total se a lavagem fosse feita em casa.

O serviço em um carro pequeno leva 40 minutos e a limpeza por dentro e por fora custa R$ 30. “A vantagem é que podemos lavar carros com qualquer grau de sujeira, mesmo os mais empoeirados e os que estão cheios de barro após uma viagem em estrada de terra”, destaca o proprietário, Felipe Corrêa.

Há seis meses, a empresa lavava em média de oito carros por dia. Hoje, já são 15 clientes diariamente. O serviço é rápido e praticamente não molha o chão, dispensando produtos como xampu e sabão. A única desvantagem é o gasto com energia elétrica, cerca de R$ 280 por mês.

COPO Outra empresa de lavagem de veículos, no Bairro Santa Efigênia, Região Leste, usa limpadores à base de carnaúba e dispensa muita água. Se o fornecedor entrega o produto concentrado, ele dilui usando apenas 300ml de água, o equivalente a um copo. Embora o ideal seja usar este sistema em carros com sujeira de cidade, sem muita lama e barro, o proprietário da empresa, Flávio Marinho, diz que recebe carros com vários níveis de sujeira.

“Quanto mais sujo estiver o carro, mais tempo e mais produto vou gastar e, dependendo da quantidade de barro, é necessário o uso de água para limpar as caixas de rodas”, explicou Marinho. Outra vantagem da lavagem a seco é que o produto se assemelha a uma cera líquida e também protege a pintura do carro, mas o empresário alerta que não substitui completamente a cera tradicional. A lavagem interna e externa custa R$ 45 para veículos pequenos.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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Wilson
Wilson - 05 de Ferveiro às 11:33
Porque não publicaram os endereços das empresas? Ajudaria os leitores a utilizarem estes serviços que gastam menos água.
 
Ronaldo
Ronaldo - 05 de Ferveiro às 09:08
A Maquina de pressão é movida pelo quê? Energia? Energia é gerada pelo quê? água ? A máquina de vapor é movida pelo quê? Energia? Energia é gerada pelo que? água? Ainda aposto no cara que usa o Balde pra lavar o carro, tá usando diretamente a água mas em menor proporção. Usar maquinas de pressão economiza água? sim e não , pois a conta de luz vem um absurdo e como já mencionei pra ter luz tem que usar água do mesmo jeito.