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Estado de Minas

Estiagem muda a imagem de rios e lagos em Minas Gerais. Veja o antes e o depois

A maioria dos mananciais continua seca por causa da estiagem que atinge a Região Sudeste do país. Imagens atuais comparadas com fotos antigas mostram como a situação está crítica


postado em 21/10/2014 15:32 / atualizado em 21/10/2014 19:30

Gladyston Rodrigues/EM/D.A.Press Cemig/Divulgação - 20/07/2011

A chuva que atingiu algumas cidades mineiras nesta terça-feira deu esperanças para moradores de áreas atingidas pela estiagem. Enquanto período chuvoso não chega para ficar, a população lamenta os estragos deixados pelo logo período de seca. Imagens atuais comparadas com fotos antigas mostram como a situação está crítica. Em alguns municípios, moradores enfrentam a falta de abastecimento de água e o calor permanente.

As imagens atuais da represa de Três Marias, na Região Central de Minas Gerais, construída no leito do Rio São Francisco, mostram um cenário desolador. Em alguns locais, no entorno, os moradores têm que andar quilômetros para chegar até a água que, de tão baixa, expõe árvores, barcos e sujeira, desaparecidos há anos nas profundezas do rio.

A água da represa baixou tanto que hoje é possível caminhar em parte do fundo da barragem, onde antes os turistas se reuniam para avistar o “mar doce”, como alguns chamam Três Marias.. O pier flutuante que ficava na margem está encalhado na poeira, longe da costa, rumo ao que deveria ser o fundo da água. A longa cerca erguida para isolar a usina, antes oculta sob as águas, emergiu totalmente e agora tem fim.

Imagem da represa tirada há três anos mostra uma situação completamente diferente. A água azulada cobre praticamente toda a areia e chega próxima de casas. Em alguns pontos, se mistura com o verde da vegetação.

Leandro Couri/EM/D.A.Press Beto Novaes/EM/D.A.Press - 14/02/2013


A situação se espalha por outros municípios banhados pelo Rio São Francisco, como por exemplo Iguatama, a primeira cidade por onde passa o curso d’água, no Centro-Oeste de Minas. Por causa da seca, pescadores viram quando essa represa se formou sobre os bancos de areia e reduziu o Velho Chico, de uma calha de 40 metros de largura e quatro metros de profundidade, a um estreito corredor de 17 metros, tão raso que mal chega a 40 centímetros nas canelas de quem passa por ele.

Nas imagens atuais é possível avistar galhas de árvores espalhadas pelo rio e apenas um filete de água passando por entre elas. A foto de um ano atrás impressiona. A água está tão alta que chega até a copa de algumas árvores.

Euler Júnior/EM/D.A.Press Guilherme Latini Franca/Divulgação - 18/08/2011


Os rios e lagoas da Região Metropolitana de Belo Horizonte também sofrem com a estiagem e apresentam níveis abaixo do normal. Na Lagoa dos Ingleses, em Nova Lima, os barcos maiores do Iate Clube dos Ingleses, no Condomínio Alphaville, às margens da BR-040, saída para o Rio de Janeiro, já não podem mais ser colocados ou retirados da água. As rampas de acesso, por onde as embarcações são transportadas em carretinhas, estão até 16 metros distante da água e há muita lama.

Em 2011, barcos circulavam normalmente pelo leito da lagoa. Muitos moradores e turistas aproveitavam a cheia para praticar esportes náuticos. Inclusive barcos que hoje não conseguem se movimentar, participavam de competições.

Jair Amaral/EM/D.A.Press Newton França - 12/07/2007


Famosa pelos mananciais que dão nome a cidade, Sete Lagoas também tem problemas por causa da estiagem. Na Lagoa Boa Vista, os pedalinhos que animavam moradores e turistas não podem mais funcionar por causa da baixa do nível da água. Em 2007, o manancial quase atingia restaurantes localizados em sua margem. (Com informações de Mateus Parreiras e Pedro Ferreira)


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