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Estado de Minas

Rei da Cachaça é transferido para presídio em Teófilo Otoni

Transferência foi feita devido à falta de estrutura da cadeia pública de Pedra Azul, onde Antonio Eustaquio Rodrigues estava desde o dia 12 de agosto. Ele é suspeito de cometer crimes sexuais e tentativa de homicídio contra adolescentes


postado em 21/08/2014 16:26 / atualizado em 22/08/2014 09:10

Empresário é conhecido como o maior produtor de cachaça artesanal do Brasil(foto: Reprodução Facebook/Cachaça Seleta e Boazinha)
Empresário é conhecido como o maior produtor de cachaça artesanal do Brasil (foto: Reprodução Facebook/Cachaça Seleta e Boazinha)
Foi negado pela Justiça de Salinas (Norte de Minas) o pedido de revogão da prisão preventiva do empresário Antonio Eustaquio Rodrigues, de 66 anos, considerado o maior produtor de cachaça artesanal do país, que está preso preventivamente pela suspeita de crimes sexuais e tentativa de homicídio contra adolescentes. O “rei da cachaça”,que estava recolhido na cadeia pública de Pedra Azul (Vale do Jequitinhonha), foi transferido para a Penitenciária de Teófilo Otoni. Ele foi preso no dia 12 de agosto, no escritorio de sua empresa, em Salinas.

A defesa havia solicitado a revogação da prisão ou transformação em uma medida cautelar, como a prisão domiciliar, o que não foi aceito pelo juiz de Salinas. O advogado e juiz aposentado Frederico do Espírito Santo Araújo, que foi constituído para defender o empresário, deixou a causa ontem. Segundo o próprio Espírito Santo, os familiares de Antonio Rodrigues contrataram um outro advogado em Belo Horizonte, que deverá impetrar um pedido de habeas corpus junto ao Tribunal de Justiça (TJ) em Belo Horizonte.

Dois adolescentes – uma menina de 15 e um garoto de 14 – prestaram depoimentos ao Ministério Publico Estadual e à Polícia de Salinas, alegando que Antonio Rodrigues os convidou para ir ate fazenda dele, no município, onde teria acontecido contato sexual com os menores. A defesa de Rodrigues nega a acusação e argumenta que mesmo que o encontro tenha ocorrido, o fato não configura crime de estupro de vulnerável ou pedofilia, porque os dois adolescentes têm mais de 14 anos. A defesa também lembra que, pela mesma razão, o próprio Ministério Publico pediu a o arquivamento da denúncia pelo crime de estupro vulnerável “Não há que se falar em estupro de vulnerável (....) porque as vítimas são maiores de 14 anos (...)”, diz o parecer do MPE.

Por outro lado, Rodrigues teve a prisão preventiva decretada porque também pesa contra ele a suspeita de tentativa de homicídio, baseada em um vídeo. Mas a defesa também alega que não há evidência de tentativa de homicídio na filmagem. A investigação começou há cinco meses, após o encaminhamento de denúncias anônimas ao Conselho Tutelar das Crianças e dos Adolescentes do Município e ao Ministério Público Estadual.

Na semana passada, o delegado de Salinas, José Eduardo dos Santos, informou que, após a prisão de Antonio Rodrigues, surgiram novas denúncias contra o empresário, feitas de forma anônima que seriam investigadas. Ontem, a reportagem tentou falar com o delegado, mas na delegacia a informação fornecida foi que ele estava de “folga”.

De acordo com o advogado Frederico Espírito Santo, o produtor de cachaça foi transferido para Teófilo Otoni por causa das “más condições” da cadeia de Pedra Azul. A defesa de Antonio Rodrigues alegou que o empresário apresenta quadro de hipertensão e precisa de acompanhamento médico ou ser transferido para um hospital. Mas, em Pedra Azul “não existe médico”.


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