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Mapa de situação de risco aponta 1.049 áreas críticas em BH BH contabiliza 2.761 moradias em 1.049 pontos altamente vulneráveis a tempestades. A Região Centro-Sul é a que mais tem imóveis nas zonas críticas, muitos vizinhos a prédios

Mateus Parreiras

Valquiria Lopes

Publicação: 13/12/2013 06:00 Atualização: 13/12/2013 07:46

 (Beto Magalhaes/EM/D.A Press)

Belo Horizonte tem 1.049 zonas críticas, sujeitas a ser gravemente afetadas por tempestades, causando desmoronamentos de casas, escorregamento de encostas, erosões e inundações, além de desprendimentos de rochas. É o que mostram mapas da situação de risco geológico produzidos pela Companhia Urbanizadora de BH (Urbel), aos quais o Estado de Minas teve acesso. As áreas estão em vilas e favelas, algumas ao lado de arranha-céus da cidade formal, e demandam atenção da Defesa Civil e da prefeitura. A Região Centro-Sul é a que mais concentra edificações em áreas com risco alto e muito alto, com 638 casas ameaçadas, do total de 2.761 na capital, seguida pelo Barreiro (418) e pela Região Nordeste (365).

Veja fotos da chuva

 


O temporal que atingiu a capital na noite de quarta-feira e na madrugada de ontem, causando alagamentos, bloqueios de trânsito e prejuízos, aumentou o estado de alerta sobre essas áreas mais vulneráveis da cidade. De acordo com a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec), agentes foram chamados para atuar em nove deslizamentos de encostas e sete desabamentos de muros de arrimo, além de casos de inundação, erosão e imóveis em risco. Já o Corpo de Bombeiros contabilizou 22 pontos de inundação e oito pessoas ilhadas. Em BH, militares precisaram serrar 37 árvores e atenderam ainda a três episódios de desabamentos e três de deslizamentos de encostas. No período, segundo o meteorologista Ruibran dos Reis, do Instituto Climatempo, choveu 113 milímetros, o equivalente ao previsto para 10 dias na capital e região metropolitana.

O prefeito Marcio Lacerda (PSB) disse ontem, em entrevista à TV Alterosa, que a prefeitura tem investido na prevenção de enchentes, com R$ 500 milhões em obras concluídas, outros R$ 500 milhões nas que estão em andamento e planejamento para novas intervenções, ao custo de R$ 1 bilhão. Lacerda, no entanto, admite que essas providências não resolverão de vez os problemas da cidade. “São muitos pontos de alagamento. As soluções são muito caras, como na Avenida Cristiano Machado, onde tivemos problemas por dois anos consecutivos, e na região da Avenida Tereza Cristina”, disse.

Segundo Lacerda, há desafios para quase uma década. “É coisa para os dois próximos prefeitos, nos próximos oito anos. E os prefeitos que vierem terão de manter os investimentos”, afirmou. De acordo com a Urbel, o número de edificações em áreas de risco alto e muito alto vem diminuindo na cidade. Em 2009, por exemplo, eram 3.789, e em 2011 esse número caiu para 2.761.

Em outubro, o Estado de Minas mostrou que o Programa de Recuperação Ambiental de Belo Horizonte (Drenurbs) avança lentamente. Desde 2011 foram feitas apenas cinco, ou 20% das 25 obras do Drenurbs previstas para melhorar a drenagem urbana, segundo a Superintendência de Desenvolvimento da Capital. De R$ 1,5 bilhão estipulado para concluir o programa – que tem projetos para a Pampulha e avenidas Antônio Carlos, Cristiano Machado, Prudente de Morais e Francisco Sá –, apenas R$ 120,1 milhões (7,8%) tinham sido gastos.

 

 (ARTE EM)
 

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Esta matéria tem: (3) comentários

Autor: ROBSON ALMEIDA
Quando alguém invade um local, os invasores tem total apoio do governo, a CEMIG e COPASA fazem as ligações rapidinho, e depois de feitas construções irregulares vem fazer discursos idiotas. | Denuncie |

Autor: Marco Pereira
Favelas...favelas...favelas...favelas...favelas...favelas...pois é...E AGORA? O QUE FAZER? deveriam ter proibido a construção dessas moradias e que fizessem voltar para suas origens os que chegaram na capital sem perspectiva alguma do futuro. A chuva não tem culpa de pobres moradores EM FAVELAS... | Denuncie |

Autor: Marco Pereira
SEGUINTE: foram deixar construindo n os morros e agora ficou incontrolável a situação. Levar os moradores pra onde? tem lugar? então que os levem antes que as enxurradas levem corpos juntos...moradores em risco devem aceitar para onde forem levados ou então arquem com as consequências. | Denuncie |

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