Adolescentes matam e arrancam coração de colega de 12 anos na Grande BH

As garotas, que não tiveram o nome divulgado, confessaram o crime e não se mostraram arrependidas. O coração e um dedo do pé da vítima foi arrancado por elas

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postado em 14/06/2012 16:19 / atualizado em 15/06/2012 15:00

João Henrique do Vale , Thiago Lemos

Um crime bárbaro chocou a cidade de São Joaquim de Bicas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Duas adolescentes de 13 anos assassinaram uma colega, Fabíola Santos Corrêa, 12, com golpes de faca e barra de ferro. Não satisfeitas, as menores abriram o peito da vítima e arrancaram o coração e um dedo do pé da garota. Nessa quinta-feira, o delegado responsável pelo caso, Enrique Solla, informou que nenhuma das acusadas mostrou arrependimento e chegaram a fazer deboches.

O drama da família de Fabíola começou em 26 de maio. Por volta das 18h, ela e mais três amigas saíram de casa e falaram que iriam para uma festa. Todas elas namoravam integrantes de uma quadrilha da cidade, suspeita de envolvimento com tráfico de drogas. Com medo da garota mais nova contar qual era a rotina do bando para rivais, as outras meninas bolaram um plano para assustar a jovem.

Segundo a polícia, no dia seguinte à festa, Fabíola foi atraída pelas colegas para assistir a um jogo de futebol em um campo da cidade. Quando passavam por um lote vago, local usado para cortar caminho, umas das adolescentes retirou uma faca da mochila e colocou no pescoço da vítima. A menina tentou se desvencilhar e acabou ferida. “As meninas contaram em depoimento que a ideia era dar um susto em Fabíola para ver se ela entregaria a rotina da facção, mas durante o ato, a coisa teria saído de controle”, afirmou o delegado.

Com o pescoço cortado, Fabíola tentou correr e levou uma facada nas costas. Como continuou de pé, uma das garotas lhe deu uma rasteira e a derrubou. A outra pegou um pedaço de ferro, que segundo a polícia tinha 1,5 metro e era bastante pesado, e deu pancadas na menor.

Após isso, as garotas abriram o peito da menor e arrancaram o coração da menina. Além do órgão, um dedo do pé de Fabíola também foi cortado. As partes do corpo da vítima foram colocados em uma folha de caderno e depois em um saco plástico.

As adolescentes voltaram para casa com a sacola. “Uma das meninas falou que a intenção era entregar o órgão para mãe dela, para mostrar que ela estava sendo ameaçada. E por causa disso, teria que matar alguém. Porém, quando chegou em casa, a mãe não estava”, explicou o delegado. A garota, então, entregou os objetos para o irmão de 8 anos dizendo que era um coração de porco e um dedo de boneca, e pediu para ele enterrar. No outro dia, ela pegou a sacola e jogou em um rio. As jovens também queimaram as roupas da vítima.

Meninas viviam soltas

A família de Fabíola apenas procurou a polícia dois dias depois do crime. A alegação, segundo a polícia, é de que a menina era livre e costumava não dar satisfações quando saía. O corpo dela só foi encontrado no dia sete de junho por um morador da região. Até então, a polícia não sabia nem que a garota havia morrido.

Com informações de que as três garotas haviam saído juntas, o delegado começou a interrogar as outras adolescentes. No dia 12, uma delas confessou o crime e no dia seguinte a outra também admitiu.

A polícia fez o procedimento administrativo de apuração de ato infracional e pediu a internação provisória das adolescentes por 45 dias. Elas estão detidas no Centro de Reabilitação São Gerônimo, no Bairro Horto, na Região Leste de Belo Horizonte. Após a conclusão do inquérito, as meninas podem ficar internadas por mais seis meses, que pode ser prorrogado por até três anos.

Drama da família continua

Uma semana após o corpo ser encontrado, a família ainda terá de esperar mais para enterrar seu ente querido. Isso porque estão sendo feitos exames nos restos mortais para comprovar o DNA de Fabíola. Segundo a polícia, a previsão é de que o resultado saia na próxima semana.