Cidades mineiras enfrentam as maiores enchentes da história

Ao todo, 53 municípios já decretaram situação de emergência no estado

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postado em 04/01/2012 06:00 / atualizado em 04/01/2012 06:57

Pedro Ferreira

Conselheiro Lafaiete, Congonhas e Jeceaba, na Região Central, consideram que viveram as piores enchentes da história. Em Jeceaba, o prefeito Júlio César Reis (PT) informou que os rios Camapuã e Paraopeba, que se encontram no Centro da cidade, subiram 10 metros. Moradores tiveram que ser socorridos de barco pelos bombeiros. Na zona rural, um helicóptero foi usado no resgate das pessoas.  “Ao todo, são 273 casas submersas e 700 pessoas desabrigadas. Muita gente resiste em deixar suas casas e a situação fica complicada”, disse o prefeito.

Em Congonhas, seis bairros e o Centro ficaram inundados. Cerca de 100 pessoas ficaram desalojadas e foram levadas para abrigos. A cidade também registrou vários deslizamentos de terra. Duas casas foram atingidas e paredes destruídas. A estrutura da Copasa, que alimenta a estação de tratamento, rompeu e parte da cidade ficou sem abastecimento. Na tarde dessa terça-feira, o Rio Maranhão, que corta a cidade, subiu 8 metros. Outros três rios também inundaram ruas e avenidas.

Nos últimos seis anos, segundo o prefeito, várias obras foram feitas para amenizar os impactos da chuva. “Nosso maior problema é que o rio recebe água da lavagem de minério nas mineradoras. O minério fica acumulado na calha do rio e a profundidade diminui”, informou o prefeito. A falta de água potável complicou ainda mais a situação, segundo o prefeito. “Não temos água nem para encher caminhões-pipa e vamos precisar de muita água para limpar a cidade. Não podemos pegar água do rio, pois está contaminada”, disse o prefeito. Várias comunidades da região ficaram isoladas devido a inundação de estradas.

Prejuízos

Conselheiro Lafaiete começou nessa terça-feira a contar os prejuízos. De acordo com a coordenadora municipal de Defesa Civil Fernanda Bernardes, o maior problema era a falta de abastecimento de água, suspenso segunda-feira à tarde pela Copasa. A previsão é que serviço fosse restabelecido nessa terça-feira à noite. O prefeito José Milton Rocha (PSDB), disse que seis pontes foram destruídas, 10 casas desabaram e 50 famílias ficaram desalojadas  “Tivemos diversos deslizamentos de terra e várias ruas danificadas. Boa parte da cidade passou o dia dessa terça-feira sem abastecimento de água e de energia elétrica”, afirmou.