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Teste comprova: é possível ser mais rápido a pé do que de carro no Centro de BH

Flávia Ayer -

Guilherme Paranaiba -

Publicação: 18/09/2011 06:56 Atualização: 18/09/2011 07:26

Sentada, repórter espera colega que chega de carro à Praça da Estação: caminhando, ela ganhou quase três minutos de frente (Rodrigo Clemente/esp. EM/D.A PRESS)
Sentada, repórter espera colega que chega de carro à Praça da Estação: caminhando, ela ganhou quase três minutos de frente


Em vez de consumir gasolina, dinheiro e paciência e ainda ganhar doses de estresse, gaste a sola dos sapatos. A pé, em 13 minutos e 23 segundos, dá para vencer a distância do Bairro Floresta, na Região Leste de Belo Horizonte, à Praça Sete, no coração da capital. O mesmo percurso, sobre quatro rodas, consome 14 minutos e 17 segundos. Mas de carro é preciso estacionar. Então, prepare-se para perder 35 minutos do seu dia, quase 17 deles só para encontrar uma vaga. Nesse intervalo, daria para sair andando do Bairro de Lourdes, na Região Centro-Sul, cortar o Centro da cidade, chegar à Praça da Estação e até descansar por três minutos. No mesmo caso, se você optasse pelo veículo, levaria 19 minutos até chegar ao destino, estacionar, comprar e preencher o talão de estacionamento rotativo.

Às vésperas da data em que se comemora o Dia Mundial sem Carro – celebrado na próxima quinta-feira –, repórteres do Estado de Minas percorreram, de carro e a pé, seis trajetos entre a área central e bairros próximos à Avenida do Contorno (veja arte nas páginas centrais) para testar as vantagens e desvantagens de se deixar o carro na garagem e caminhar. Com cronômetros nas mãos, a conclusão é de que numa cidade com 1,4 milhões de veículos nas ruas e avenidas, o dobro em relação à última década, usar as pernas em vez das rodas significa grande chance de economizar tempo e levar de brinde saúde e disposição, mesmo quando o trânsito está a favor dos automóveis.

SAÚDE

E se o tráfego não colabora, aí é que o pedestre ganha pontos na competição com veículos motorizados, principalmente em trajetos na área central e em horários de pico. Estudos da Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) mostram que na hora do rush, no Hipercentro de BH, a velocidade média dos ônibus é de 4 km/h, e dos carros, de 6 km/h. Enquanto isso, de acordo com especialistas, um pedestre percorre, em média, de 4km/h a 5 km/h, independentemente do horário. Nesse compasso, ainda consegue perder 315 calorias, considerando um caminhante de 70 quilos.

Para o chefe do Departamento de Engenharia de Transportes e Geotecnia da UFMG, Nilson Tadeu Ramos Nunes, vale a pena “bater perna”, principalmente em áreas próximas ao Centro da capital. “Nessas regiões, o motorista, além de perder tempo no trânsito, tem dificuldade para estacionar e ainda paga caro por isso”, diz. Apesar disso, não basta querer para pôr o pé na rua. “É preciso avaliar se há espaço para se deslocar de forma segura. Em muitos lugares, as calçadas são tomadas ou a travessia não é adequada, jogando o pedestre para a rua sem nenhuma segurança", alerta.

Esta matéria tem: (3) comentários

Autor: Paulo Paulo TBA
e possivel fazer um transito mais seguro e rapto , e so proibir policias militares de pegar carona para ir fazer as coisas particulares e ir para o trabalho , ai sim os coletivos irão andar na faixa deles , nao irão fechar os carros e parar o transito e o mais importante todos pegarão os coletivos. | Denuncie |

Autor: Paulo Barbosa
A falta de um transporte rápido e moderno como o metrô subterrâneo, integração de linhas de ônibus e linhas férreas vem trazendo um verdadeiro gargalo pelo uso excessivo de veículos transportando apenas o motorista e causa esses congestionamentos gigantescos e cada vez mais frequentes. | Denuncie |

Autor: Rodrigo Andrade
Uai... e precisou de teste para comprovar isso? Faz me rir... | Denuncie |

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