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Estado de Minas

Rodovia fechada causa prejuízos também ao comércio


postado em 26/04/2011 06:00 / atualizado em 26/04/2011 06:11


A passarela construída pelo Exército ao lado da abalada ponte no Rio das Velhas, no km 454 da BR-381, limite de Belo Horizonte e Sabará, facilitou o deslocamento dos moradores dos bairros da cidade da região metropolitana. Mas comerciantes às margens da rodovia federal, que ficaram “ilhados” com a interdição do trecho, lamentam os prejuízos. Dono de uma churrascaria no Bairro Borges, Nilton Sérgio de Miranda, de 35 anos, prevê a redução de 90% nas vendas de 100 refeições diárias. “Não terei outra solução. Dos 21 funcionários do restaurante, restarão apenas cinco ou seis. Se a nova ponte ficasse pronta em dois meses, poderia dar férias coletivas. Mas, por seis meses, não tenho como bancar”, disse.

Por se tratar de obra emergencial, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) tem prazo de seis meses para construir a nova ponte. Dono de uma casa de produtos agroveterinários há 18 anos no Bairro Borges, Fernando Marquete, de 55, também está preocupado com o futuro. “Nosso movimento está praticamente zero. Além de perdermos clientela, como nossas lojas serão abastecidas?”, questionou. Segundo ele, comerciantes e moradores vão se reunir hoje para definir quais providências vão cobrar, em encontro que também deve contar com representante do Dnit. “Eles precisam resolver o problema em menos tempo. Não descartamos fazer manifestações na porta do departamento, em Belo Horizonte”, disse.

O vendedor Flávio Pimenta, de 55, mora há 30 anos perto do trecho interditado. “O Dnit nunca fez vistoria na ponte depois que ela passou por reformas, há cinco anos. Melhoraram o pavimento, mas não reforçaram a estrutura. Eu e minha família teremos que passar por Santa Luzia para trabalhar em BH, enfrentando congestionamentos diários”, lamentou. O motorista Adivan Tadeu, de 41, outro morador do Borges, não conseguiu tirar seu caminhão da garagem nessa segunda-feira para trabalhar. “Terei que dar a volta por Ouro Preto para chegar à capital. É uma situação lamentável.”

Baldeação

Com a liberação da passarela de pedestres feita pelo Exército, os moradores do Borges, Borba Gato e outros bairros de Sabará estão fazendo baldeação nas linhas de ônibus que levam a BH sem precisar dar a volta por Santa Luzia, também na região metropolitana. Os passageiros descem dos ônibus em uma das margens do Rio das Velhas e o atravessam para embarcar em veículos das linhas 4920 (Borba Gato/BH) e 4900 (Borba Gato/Cidade Industrial). Um alívio para o casal César Severino, de 35, e Adriana Santana, de 32. nessa segunda-feira eles tiveram que levar o filho Adrian, de 1 ano e 9 meses, a consulta médica na capital. “Na ponte interditada, não tenho coragem de passar. Se não fosse a passarela, não conseguiríamos chegar a BH por causa do congestionamento na BR-381”, disse César.

Funcionária de uma casa lotérica no Borba Gato, Geralda Barbosa, de 52, tem que driblar o medo todos os dias para cruzar a passagem de pedestres. “Tenho pânico da proximidade com a água. Mas meu medo maior é de a ponte cair com a gente.” Militares do Exército ficam de prontidão nas duas pontas da passarela para dar segurança. O tenente Ricardo Otávio Ribeiro, do 4º Batalhão de Engenharia de Combate (BE CMB) de Itajubá, no Sul de Minas, que comanda a tropa, disse que a movimentação começa às 4h30, quando as primeiras pessoas vão para o trabalho. “Ainda não tivemos problemas, apenas um ou outro que fica pulando no meio da passadeira.” Muitas pessoas continuam ignorando a interdição da ponte no Rio das Velhas e passando por ela, mesmo com a plataforma estando cheia de buracos causados por ferrugem. (EB)


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