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Patrocinador máster pressiona Boa Esporte a desistir do goleiro Bruno e ameaça retirar apoio

Reunião entre o grupo Góis & Silva e a diretoria do Boa Esporte nesta segunda-feira vai definir como ficará a situação do patrocínio. Outro apoiador já desistiu do time

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postado em 12/03/2017 15:36 / atualizado em 12/03/2017 17:51

João Henrique do Vale , Guilherme Paranaiba

Leandro Couri/EM/D.A.Press

O Boa Esporte pode perder o seu patrocínio máster. Diretores do grupo Góis & Silva se reuniram na tarde deste domingo para discutir o apoio ao time de Varginha, no Sul de Minas. A empresa pressiona a diretoria da equipe a rever a contratação do goleiro Bruno, de 32 anos. Caso isso não aconteça, há a possibilidade de o contrato ser rompido unilateralmente. Uma reunião foi marcada nesta segunda-feira entre a presidência do Boa e a empresa. No sábado, a Nutrends, empresa do ramo de alimentos, já havia anunciado o fim da parceria com o clube.

O executivo da Góis & Silva, Rafael Góis, afirmou que a decisão de conversar com a diretoria do Boa sobre a contratação de Bruno foi unânime entre diretores do grupo 'devido à tamanha repercussão negativa e comoção nacional com o ato'. “Os nossos meios de comunicação, páginas, perfis de Facebook, e mídia social, todos foram enxovalhados pela opinião pública e o pessoal pedindo para rever, alguns mais eloquentes, outros mais ponderados, e um volume muito grande. Então, na realidade, nos fez repensar. Não estamos preocupados com a mídia, se vai trazer um marketing ou não, até porque é uma empresa de investimento e não temos um foco voltado para produtos, mas o que realmente levou a considerar é o tamanho da comoção”, afirmou.

A grande rejeição ao acerto do Boa com o goleiro Bruno fez o executivo e o grupo mudarem de ideia. No sábado, Rafael Góis chegou a dizer que o atleta cometeu “um ato extremamente grave”, mas que ele merece uma segunda chance. E havia assegurado ainda a continuação da parceria com o time do Sul de Minas. “Nós acreditamos realmente na segunda chance, mas também somos a favor da maioria. Como, na realidade, a gente percebeu o tamanho da comoção nacional, tomamos a decisão de rever a situação”, comentou.

A reunião com entre a diretoria do Boa Esporte e diretores do Grupo Góis & Silva está marcada para às 11h em São Paulo, na sede da empresa. Por meio das redes sociais, o grupo publicou nota onde critica a violência contra a mulher. “Deixamos explícito nosso repúdio a todo e qualquer tipo de violência contra a mulher e qualquer outro tipo de violência independente de classe social, gênero, faixa etária, cor da pele, orientação sexual, religião, etc”.

A holding é especializada em adquirir parte de empresas com dificuldade financeiras e reerguê-las, mantendo o dono com uma pequena participação. Entre os negócios do grupo há escola, fábrica de cigarro, fazendas com gado de corte e alambique. Rafael Góis, o CEO, é casado e tem três filhos. Começou seu império captando alunos para escolas de informática. Fez o mesmo para clínicas odontológicas e, em alguns anos, montou uma rede com 37 consultórios. Visionário, ele não tem diploma de curso superior.


Outro patrocinador


Esse foi o segundo patrocinador do Boa que mostrou insatisfação com a contratação do goleiro Bruno. Nesse sábado, uma das empresas que apoiava o time decidiu deixar de estampar a sua marca na camisa. A Nutrends Nutrition afirmou, depois de reunião, que não vai mais patrocinar o Boa. Por meio de nota publicada na página oficial da empresa no Facebook, a Nutrends anunciou o fim da parceria. “Em reunião extraordinária, a diretoria da Nutrends Nutrition decidiu que, a partir de hoje (sábado, 11/03), a empresa não é mais patrocinadora/apoiadora do Boa Esporte Clube”, diz o documento. A marca era estampada no ombro da camisa do time. Em poucos minutos, vários internautas apoiaram a decisão.

 

Boa se defende com nota oficial

Pouco mais cedo, o Boa Esporte publicou, na página do clube no Facebook, uma nota oficial em defesa da contratação do goleiro Bruno, assinada pelo presidente Rone Moraes da Costa. A nota diz que a entidade está cumprindo com a "obrigação social" de "cooperar com a recuperação de um ser humano". Confira, na íntegra, a publicação. "

O que dizer da contratação do atleta Bruno?

O Boa Esporte clube. Equipe de futebol profissional em Minas Gerais, clube reconhecido nacionalmente, sendo campeão Brasileiro da Série C, convive nos últimos dias com uma avalanche de comentários nas redes sociais após noticia da contratação do atleta Bruno. A cidade de Varginha, que é conhecida pela possível aparição de um extraterrestre (ET), convive com a notícia da contratação do atleta Bruno.

A regra legal brasileira é a que todos, inclusive os criminosos mais perigosos, sejam submetidos a um julgamento honesto, imparcial, e que a lei seja o fundamento da punição. Por sua vez, quando pensamos na aplicação da lei, certo ou não, suficiente o bastante ou não, justa o suficiente para o caso ou não, o que não podemos deixar de entender é determinado pelo cumprimento da lei. As consequências do erro humano possuem fundamentos de pena corporal. A lei dos homens indica a aplicação de penas variáveis de acordo de uma série de crenças, costumes e ideologias.

No Brasil, os criminosos serão apenados com a prisão e, via de regras, colocados em liberdade, deve ser orientado, acompanhado e, não menos, pelo caminho de Deus. Com certeza um dos motivos da evolução da pena que ela não seja transferida para outras pessoas, que seja pessoal, que não seja definida pela lei do Talião (olho por olho, dente por dente).

O tão procurado estado democrático de direito, a sociedade justa e fiel, a vida em sociedade, segundo critérios civilizados indicam de longa data que o criminoso colocado em liberdade deve ter atenção do estado, atenção suficiente para que possa restabelecer uma vida em sociedade. E ninguém pode negar que não existe vida em sociedade mais digna vida no trabalho. Quem nunca ouviu: o trabalho dignifica o homem? Então o argumento seria asqueroso, nojento ou imoral (a contratação do atleta Bruno), antes de mais nada, legalmente, faz parte da obrigação social da empresa, da sociedade em cooperar com a recuperação de um ser humano. Aqui não se condena a morte ou prisão perpetua. Enquanto isso não refletir a regra legal, a regra é que o egresso, o criminoso colocado em liberdade, possa obter meios de viver em sociedade, trabalhando e procurando dignidade em sua vida.

Onde estaria a contribuição de uma empresa esportiva quando cumpre a lei? Diante desses argumentos podemos afirmar que o Boa Esporte Clube não foi o responsável pela soltura e liberdade do atleta Bruno, mas o clube e sua equipe, enquanto empresa e representada por seres humanos, dotada de justiça e legalidade, podem dizer que tentam fazer justiça ajudando um ser humano, mais, cumprem a legalidade dando trabalho a quem pretende se recuperar.

O Boa Esporte Clube não esta cometendo nenhum crime conforme a legislação Brasileira e perante a lei de Deus. (sic)" Nos comentários da publicação, os internautas discutem a contratação e a nota do Boa. "Não há argumentos ou teoria que justifiquem a atitude inescropulosa de associar um feminicida ao esporte", disse uma internauta, discordando da ação do clube. "Parabéns à equipe do Boa Esporte e seus representantes. Todos merecem uma chance, e ele não é diferente", disse outro comentário, aprovando a contratação.
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Nilson
Nilson - 12de Março às 20:25
Bruno tem dois filhos com a primeira mulher este com Elisa. Impedindo-o de trabalhar implica também comprometer o futuro dessas crianças, que dependem dele para o sustento. Pensem nisso antes de promover campanha contra.
 
Wilson
Wilson - 12de Março às 20:14
O argumento do presidente do clube só seria válido se o goleiro já tivesse cumprido a pena a que foi condenado; somente nestes casos se pode falar em reinserção do apenado à sociedade. Não é o caso do goleiro, que ainda deve à sociedade o cumprimento de sua pena.