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Laudo aponta que ossada encontrada em Minas é de mulher 10 anos mais velha do que Eliza

Exame antropológico confirmou que os restos mortais são de uma mulher com idade aproximada de 35 anos. A modelo tinha 25 anos quando desapareceu. Exame de DNA ainda vai confirmar se os restos mortais são da ex-amante do goleiro Bruno Fernandes

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postado em 05/04/2013 21:48 / atualizado em 06/04/2013 00:15

João Henrique do Vale

Reprodução da internet/www.8p.com.br
Exame antropológico realizado pela Polícia Civil na ossada encontrada em Nova Serrana, no Centro-Oeste de Minas Gerais, praticamente descartou a possibilidade de ser de Eliza Samudio. Isso porque, de acordo com o delegado regional Ivan José Lopes, o laudo confirmou que os restos mortais são de uma mulher com idade aproximada de 35 anos. Vale lembrar que a ex-amante do goleiro Bruno Fernandes desapareceu em junho de 2010 quando tinha 25 anos. Ainda segundo Lopes, a vítima teria 1,70 metro de altura e era mestiça.

A Polícia Civil solicitou um exame de DNA nos restos mortais para comprovar se são de Eliza. Isso aconteceu devido aos fortes indícios encontrados no local. O delegado responsável pelo caso, Rodrigo Noronha, destacou a arcada dentária da vítima que estava bem cuidada, a altura da mulher de aproximadamente 1,70 metro, mesma altura de da ex-amante de Bruno, uma sandália encontrada no local, além de ser do mesmo número usado por Samúdio, foi fabricada por uma empresa do Paraná, próximo à cidade da modelo.

Mesmo com os indícios, o delegado Ivan Lopes se mostrou cauteloso. “Ninguém está dizendo que é (a ossada) de Eliza Samudio. Nós de Nova Serrana não estamos investigando o caso Eliza Samudio. Estamos tentando identificar essa vítima. A única coisa que aconteceu foi que o delegado Rodrigo pediu a comparação do DNA com a da Eliza”, explicou o delegado regional.

Outro detalhe que foi encontrado nos restos mortais não condiz com as investigações sobre o sumiço e morte de Samudio. Foram encontrados na ossada de Nova Serrana três perfurações de bala: duas na cabeça e uma na coluna cervical. No inquérito do Caso Bruno, as apurações indicaram que Eliza foi morta por estrangulamento.

Mãe de Eliza ainda acredita

Enquanto não vem a confirmação da identidade do corpo, a mãe de Eliza, Sônia de Fátima Moura, afirma que sofre quando voltam a falar sobre o paradeiro dos restos mortais da sua filha. “Quero fazer um funeral decente e fazer com que o Bruninho saiba onde está a mãe dele. Daqui a pouco o menino vai crescer e vão vir as perguntas, como Cadê minha mãe? Eu vou dizer que ela está morta, mas como explicar para ele que não existe um corpo. Não tem como controlar a ansiedade. É muito complicado receber uma informação dessa, poque passo a viver a esperança de encontrá-la”, desabafou.

Nesta sexta-feira, ela voltou a se emocionar quando soube da notícia da ossada. “Meu coração bateu a mil, porque é uma resposta que estou esperando há muito tempo”, desabafou.

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