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Dayanne volta a ver ex-marido no júri sobre morte de Eliza

Dayanne volta a ver ex-marido no júri sobre morte de Eliza. Acusada de cárcere privado e sequestro, ela deve alegar que atendeu pedido e não sabia de plano de assassinato

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postado em 02/03/2013 06:00 / atualizado em 02/03/2013 14:45

Paula Sarapu

Paulo Filgueiras/EM/D.A Press

 

É na mesa grande da sala de casa, na Pampulha, que Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, de 25 anos, tenta tocar a vida longe do luxo da época em que era casada com o goleiro Bruno Fernandes. Ela dá aulas de reforço para crianças do Bairro Braúnas para criar as duas filhas do atleta e o caçula, fruto de outro relacionamento. Conta com a ajuda da mãe, pensionista, e dos irmãos que moram com ela. A partir de segunda-feira, Dayanne volta a se encontrar com Bruno, desta vez para encarar o júri popular que decidirá o futuro dos dois no processo sobre morte de Eliza Samudio. A ex-mulher do goleiro é acusada de sequestrar Bruninho, filho de Bruno e Eliza, e de mantê-lo em cárcere privado.

Dayanne deve alegar que atendeu um pedido de Bruno para ficar com o menino e que não sabia sobre um plano para matar Eliza Samudio. Segundo pessoas próximas, a ex-mulher do atleta também espera ser inocentada, por conta do que ocorreu com Fernanda Gomes de Castro, ex-namorada do goleiro. Fernanda, que além do sequestro e cárcere privado de Bruninho era acusada dos mesmos crimes contra Eliza, pegou cinco anos de prisão em regime aberto. “Dayanne está tranquila. Tem fé em Deus de que vai dar tudo certo”, diz a mãe dela, Maria Pedro Rodrigues do Carmo, conhecida como dona Cota.

Nessa sexta-feira, Dayanne suspendeu as aulas particulares do ensino fundamental, que ocorrem diariamente entre as 13h e as 17h, porque teve reunião de classe no colégio das crianças. As filhas de Bruno ficaram em casa, sob os cuidados da avó. Segundo dona Cota, as meninas permaneceram um “bom tempo” sem ver o pai, mas o visitaram há cerca de um mês, levadas pelo advogado Francisco Simim. “Elas sentem falta e perguntam por ele, mas a gente trata naturalmente. Nem precisamos evitar a televisão porque elas gostam mesmo é de desenhar”.

Dayanne costumava levar as filhas até a Penitenciária Nelson Hungria para as visitas assistidas. Simim negou que o fato de ter sido encarregado da tarefa há um mês tenha a ver com possíveis ciúmes da nova esposa de Bruno, a dentista carioca Ingrid Calheiros. “Levei as crianças porque também levei a dona Estela, avó do Bruno”, explicou Simim. “Não teve nenhuma proibição (por parte de Ingrid), não”.

Sem envolvimento Simim não quis adiantar a tese de defesa da jovem e, embora o advogado Lúcio Adolfo figure só como defensor de Bruno, os dois passaram a tarde alinhando os detalhes das apresentações do julgamento. Os argumentos devem se basear no fato de que Dayanne, segundo ele, só atendeu um pedido de seu ex-marido, o pai das suas filhas, para cuidar do bebê. Simim afirma que ela não se envolveu em mais nada. “Ainda estamos definindo os últimos detalhes e não vou antecipar nada, para não atrapalhar”, disse.

 Dayanne e Bruno começaram a namorar em 1999 e se casaram cinco anos depois. Da vida luxuosa, não há mais nada: a ex-mulher ficou com uma parte pequena da venda do sítio de Esmeraldas, onde Eliza passou os últimos cinco dias de sua vida, e um apartamento do casal no Rio de Janeiro está bloqueado pela Justiça. Como o Estado de Minas mostrou ontem, o sítio foi negociado oficialmente por R$ 280 mil. No entanto, como o bem estava indisponível, o comprador não conseguir lavrar a nova escritura e foi obrigado a pagar parte da dívida de pensão alimentícia do goleiro com o filho Bruninho, para prosseguir com o contrato. Com base no salário apresentado no processo da 1ª Vara de Família do Rio de Janeiro e as decisões judiciais, Bruno deve cerca de R$ 300 mil em pensão, já com abatimento do valor do sítio.


Seis meses na prisão

Por envolvimento no caso, Dayanne chegou a ficar seis meses presa. Em seu depoimento à polícia, ela confirmou que esteve com Eliza no sítio e que Macarrão a levou de lá, junto com o bebê, acompanhado de Jorge Luiz Lisboa Rosa, primo de Bruno. A ex-mulher do goleiro contou também que a dupla voltou só com a criança e que sentiu um forte cheiro de fumaça naquela noite, dia 10 de junho de 2010. Segundo ela, Bruno disse que era lixo queimado, mas a polícia encontrou fraldas e álbuns com fotos do bebê destruídos. À polícia, Dayanne afirmou ainda que Bruno pediu que ela cuidasse da criança, enquanto Eliza ia a São Paulo buscar roupas.

Quando o caso veio à tona, Dayanne tirou a criança do sítio, segundo ela a mando de Macarrão. Bruninho, que passou a ser chamado de Ryan Iuri, foi entregue Wemerson Marques de Souza, o Coxinha, e de Flavio Caetano de Araujo, o Flavinho, amigos de Bruno. Os dois, segundo as investigações, entregaram a criança à mulher de Cleiton da Silva Gonçalves, outro amigo do goleiro, que muitas vezes trabalhava como motorista dele em Minas. A mulher afirmou à polícia que recebeu R$ 50 para cuidar do menino, mas que o deixou na casa de uma vizinha, para que pudesse sair. Coxinha e Flavinho também são réus, mas tiveram o processo desmembrado. O julgamento deles está marcado para o dia 15 de maio.
 

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