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Bruno é intimado a dizer quem é seu verdadeiro advogado

Dois habeas corpus com pedido de liberdade para o detento tramitam no STF. Em um deles, ministro Cesar Peluso pediu que Bruno diga se impetrante "tem autorização para atuar em seu nome"

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postado em 23/01/2012 10:11 / atualizado em 23/01/2012 13:44

Luana Cruz /

O goleiro Bruno Fernandes acusado de envolvimento no desaparecimento e morte da ex-namorada Eliza Samúdio foi intimado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a declarar quem é seu verdadeiro advogado. Dois habeas corpus com pedido de liberdade para o detento tramitam no STF.

Um deles, impetrado por um advogado do Sul de Brasil é analisado pelo ministro Cesar Peluso que pediu mais informações sobre o crime ao Tribunal do Júri em Contagem. Outra solicitação para soltura de Bruno foi impetrada pelo atual advogado, Rui Pimenta, e aguarda parecer da Procuradoria Geral da República após um indeferimento no fim de dezembro.

Na sexta-feira, o Supremo emitiu uma intimação relacionada ao primeiro habeas corpus pedido para que Bruno diga se o advogado que entrou com essa petição de liberdade “tem autorização para atuar em seu nome”. A intimação foi encaminhada para Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde o réu vai informar sua resposta ao oficial de Justiça.

O advogado atual de Bruno, Rui Pimenta, quer o arquivamento desse primeiro habeas corpus alegando que é um pedido “desautorizado pelo réu”. Além disso, entrou com novo documento com solicitação de liminar para que o goleiro aguarde em liberdade o julgamento.

Pimenta explicou que qualquer pessoa pode pedir a liberdade de um acusado, conforme aconteceu com Bruno cujo dezenas de habeas corpus foram impetrados em várias instâncias da Justiça. Ele afirma que, por uma formalidade, o ministro intimou o réu a dizer quem é seu verdadeiro representante legal fora da cadeia. Segundo o advogado, o Supremo precisa saber em qual habeas corpus seguir.

A atual defesa do goleiro precisa que o STF julgue apenas o pedido de liminar fundamentado por ela. Pimenta disse que está aguardando o destino que o Supremo vai dar aos dois habeas corpus. Segundo o criminalista, há possibilidade de o pedido liberdade impetrado por ele ter algum sucesso diante do arquivamento do primeiro, assim que Bruno declarar quem é seu verdadeiro advogado

Desde o início do processo em 2010, o goleiro Bruno trocou de advogado pelo menos quatro vezes. O ex-atleta é acusado junto com outras oito pessoas de sequestrar, matar e sumir com corpo de Eliza.

Entenda o caso

>> A modelo Eliza Samúdio, namorada do goleiro Bruno Fernandes, segundo a acusação, teria sido assassinada em junho de 2010, na casa do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, em Vespasiano, Grande BH.

>> Ela e o filho recém-nascido, suposto filho do goleiro, teriam sido sequestrados por Luiz Henrique Romão e Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno, no Rio, e trazidos no dia 4 de junho para o sítio do atleta, em Esmeraldas, na Grande BH.

>> A vítima teria sido mantida em cárcere privado até dia 10, quando teria sido morta fora dali. O ex-policial é apontado como o executor. A criança foi entregue à ex-mulher do goleiro, Dayanne de Souza.

>> Bruno, Macarrão e Bola aguardam julgamento. Dayanne; a ex-namorada do goleiro, Fernanda Gomes de Castro; o primo Sérgio; o caseiro Elenilson Vitor da Silva; Wemerson Marques de Souza, o Coxinha; e Flávio Caetano de Araújo respondem ao processo em liberdade.

>> Segundo o Ministério Público, Eliza foi morta porque pedia a Bruno, pai de seu bebê, que reconhecesse a paternidade da criança. Bruno, insatisfeito, teria criado o plano, unindo-se aos outros denunciados, para matar a ex-namorada. O corpo de Eliza não foi encontrado.