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Caso Bruno

Polícia faz acareação de Bola e detento que revelou suposto plano de matar juíza

Os dois serão ouvidos na tarde desta quarta-feira no Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp)

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postado em 27/12/2011 18:13 / atualizado em 27/12/2011 19:21

João Henrique do Vale

O ex-policial civil Marcos Aparecido, o Bola, vai ficar frente a frente com o detento Jaílson Alves de Oliveira, que revelou o suposto plano réu do Caso Bruno de assassinar a juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, do Tribunal do Júri de Contagem, o delegado Edson Moreira, os advogados Ércio Quaresma e José Arteiro. A acareação entre os dois vai acontecer na tarde desta quarta-feira no Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp).

Na última quinta-feira, Bola afirmou que não sabe o porque o Jaílson inventou a história. Ele chegou a fazer uma proposta a polícia para que ouçam outros presos que cumpriam pena com eles em uma cela da Penitenciária Nelson Hungria.

As denúncias vieram à tona em abril deste ano, quando Jaíson procurou advogados, após ouvir os planos de Bola. Segundo o detento, os assassinatos contariam com a participação de traficantes do Rio de Janeiro. O traficante apontado pela polícia é Antônio Francisco Bonfim Lopes, o “Nem”, de 35 anos, preso em novembro deste ano quando fugia da Favela da Rocinha, onde comandava o tráfico de drogas.

Como foram citados como participantes na série de assassinatos, o goleiro Bruno Fernandes, o amigo dele, Luiz Henrique Romão, o Macarrão, e a noiva do atleta, Ingrid de Oliveira, também prestaram depoimentos. Os três foram enfáticos em dizer que desconheciam os planos do ex-policial.

Após a acareação a ser realizada nesta quarta-feira, a polícia não descarta enviar uma carta precatória ao Rio de Janeiro para ouvir o traficante Nem.

Relembre o Caso Bruno

De acordo com o inquérito, Eliza e a criança, suposto filho do goleiro, foram sequestrados por Luiz Henrique Romão e Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno, no Rio de Janeiro, e trazidos para o sítio do atleta, em Esmeraldas, na Grande BH, em 4 de junho. A vítima teria sido mantida em cárcere privado até o dia 10, quando teria sido morta em outro local. O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, é apontado como o executor. A criança foi entregue à ex-mulher, Dayanne de Souza.

Bruno, Macarrão e Sérgio respondem por sequestro e cárcere privado (pena de 1 a 3 anos), homicídio qualificado ( 12 a 30 anos) e ocultação de cadáver (1 a 3 anos). Bola é acusado de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Em liberdade, Fernanda Gomes de Castro responde por sequestro e cárcere privado de Eliza e do bebê. Dayanne, Wemerson Marques de Souza e o caseiro do sítio, Elenilson Vitor da Silva, são acusados de sequestro e cárcere privado do menor.
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Paulo
Paulo - 28 de Dezembro às 08:55
Acho que tem é muito espetáculo nessa história. Muita gente querendo aparecer; haja vista que tem até delegado querendo ser vereador ou deputado após esse caso Bruno. Por qeu a policia não investe tanto em inumeros outros crimes cometidos pela propria policia, como abuso de autoridade, tortura e etc.