Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, é um destino famoso por suas praias de areia branca e águas transparentes. No entanto, por trás da beleza paradisíaca, esconde-se um perigo constante e muitas vezes invisível: as correntes de retorno, também conhecidas como repuxos. Essas correntes são a principal causa de afogamentos na região e exigem atenção redobrada de moradores e turistas.

As correntes de retorno são canais fortes e estreitos de água que se movem rapidamente para longe da praia, em direção ao mar. Elas se formam quando as ondas quebram e a água acumulada precisa retornar ao oceano, encontrando um caminho de menor resistência. A geografia de Cabo Frio, com seus bancos de areia e declives acentuados (conhecidos como praias de tombo), favorece a formação desses fenômenos.

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Identificar um repuxo pode ser difícil, mas alguns sinais visuais ajudam a localizá-los. Fique atento a trechos de água com uma aparência mais calma e escura em comparação com as áreas ao redor onde as ondas quebram. Outros indicativos são uma linha de espuma, algas ou detritos se movendo mar adentro, ou uma ondulação diferente na superfície da água.

Como se proteger: dicas do Corpo de Bombeiros

Antes de entrar no mar

  • Procure sempre nadar em locais supervisionados por salva-vidas locais e respeite as bandeiras de sinalização.

  • Converse com os salva-vidas locais para saber quais são as condições do mar e as áreas mais seguras para o banho.

  • Evite entrar na água após consumir bebidas alcoólicas ou se estiver se sentindo cansado.

O que fazer se for pego por uma corrente

  • Mantenha a calma. O pânico leva à exaustão e é o maior inimigo em uma situação de afogamento.

  • Não nade contra a corrente em direção à praia. Você gastará energia e não conseguirá vencer a força da água.

  • Nade paralelamente à costa até sentir que saiu da corrente. Quando a força diminuir, nade diagonalmente em direção à areia.

  • Se não conseguir nadar, flutue e acene por ajuda. A corrente geralmente perde força mais longe da arrebentação.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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