A história de Belo Horizonte não é feita apenas de seus cartões-postais, mas também de eventos que parecem ter saído de roteiros de cinema. A capital mineira já foi palco de crimes espetaculares, marcados por planejamento meticuloso, ousadia e execuções arriscadas que desafiaram as forças de segurança e entraram para o imaginário popular.
Essas ações, que envolveram uso de armamento pesado e o roubo de itens simbólicos, mostram como a criminalidade complexa deixou sua marca na cidade ao longo das décadas. Relembre alguns dos casos mais notórios:
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Quais foram alguns dos roubos mais marcantes de Belo Horizonte?
Relembre casos de grande repercussão que chocaram a cidade pelo método empregado e pelos alvos escolhidos pelos criminosos:
1. O maior assalto da história de Minas Gerais
Em 4 de setembro de 2010, uma quadrilha de cerca de 20 homens fortemente armados assaltou a transportadora de valores Embraforte, no bairro Ouro Preto, na região da Pampulha, levando aproximadamente R$ 45 milhões. A ação começou na noite anterior, com o sequestro do tesoureiro, do chefe de segurança e do chefe de administração da empresa, além de seus familiares, mantidos reféns por cerca de 12 horas em um sítio alugado em Ribeirão das Neves. Vestidos como policiais federais e portando falsos mandados de busca, os criminosos executaram o plano sem disparar um único tiro, evidenciando um nível de organização que intrigou até as autoridades responsáveis pela investigação.
2. A "Gangue do Maçarico" em ação
Apesar de não se tratar de um único evento, as ações da chamada "Gangue do Maçarico" se tornaram uma marca em Belo Horizonte, principalmente no início dos anos 2010. Utilizando equipamentos de corte industrial, os grupos invadiam agências bancárias durante a madrugada para arrombar caixas eletrônicos e cofres, em operações que exigiam precisão, conhecimento técnico e rapidez para evitar a chegada da polícia.
3. A conexão mineira com o roubo da Taça Jules Rimet
Embora o famoso roubo da Taça Jules Rimet tenha ocorrido na sede da CBF, no Rio de Janeiro, em 1983, o caso tem uma ligação direta com Minas Gerais: o mentor do crime foi Sérgio Pereira Ayres, o "Sérgio Peralta", que atuava como representante do Atlético Mineiro junto à CBF e usava esse acesso para circular livremente pela sede da confederação, onde sabia exatamente onde ficava o troféu original. Foi ele quem arquitetou o roubo com a ajuda de dois comparsas. A taça depois passou pelas mãos do ourives argentino Juan Carlos Hernandez, apontado como responsável por derretê-la, ele viria a afirmar anos depois que o troféu foi vendido, não derretido, como todos haviam confessado à época
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
