A Colômbia elegeu no último domingo, 21 de junho de 2026, o candidato de extrema-direita Abelardo de la Espriella como seu novo presidente. Com base em resultados preliminares, De la Espriella derrotou o esquerdista Iván Cepeda em uma disputa acirrada, com uma margem de menos de 1% dos votos (49,66% contra 48,70%). O resultado marca uma guinada conservadora abrupta após o mandato do primeiro presidente de esquerda do país, Gustavo Petro, e estabelece um recorde: com 12,9 milhões de votos, De la Espriella se tornou o candidato mais votado na história presidencial colombiana.
A vitória repercutiu internacionalmente. Nos Estados Unidos, o ex-presidente Donald Trump parabenizou o colombiano em sua plataforma Truth Social. No Brasil, o senador Flávio Bolsonaro, que já havia realizado uma ligação para apoiar a campanha de De la Espriella, comemorou o resultado, sinalizando um possível realinhamento de forças conservadoras na América do Sul.
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A plataforma do presidente eleito se baseia em uma agenda liberal na economia, com promessas de reformas para atrair investimentos e reduzir gastos públicos, e uma política de "tolerância zero" na segurança, focada no fortalecimento das forças policiais contra o narcotráfico e o crime organizado. O segundo turno registrou uma alta participação de 63,6%, refletindo a polarização do país.
O que muda na prática
A eleição de De la Espriella representa uma ruptura com o atual governo de Gustavo Petro, que deixará o cargo em 7 de agosto. A gestão de Petro foi marcada por políticas econômicas progressistas, como aumento do salário mínimo e maiores gastos sociais, que resultaram na diminuição da pobreza, mas também em aumento da dívida pública. A expectativa é que o novo governo busque reverter várias dessas políticas, priorizando a agenda econômica e de segurança, o que pode gerar fortes reações de movimentos sociais e da oposição.
Para a região, a vitória fortalece um eixo conservador, em contraponto a governos de esquerda como os da Venezuela e Bolívia. A afinidade ideológica pode se traduzir em novas alianças diplomáticas e acordos comerciais, alterando o equilíbrio de forças no continente.
Internamente, o principal desafio de De la Espriella será governar um país profundamente dividido. A margem estreita e a distribuição dos votos — com Cepeda vencendo em Bogotá e De la Espriella dominando nos departamentos internos e na diáspora — expõem uma nação fragmentada. A capacidade do novo líder de dialogar com a oposição será crucial para garantir a governabilidade e evitar uma escalada de tensões sociais.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
