Muitos brasileiros aprendem na escola que o verde da bandeira nacional simboliza as matas e o amarelo, o ouro do país. Embora essa interpretação poética seja muito difundida, a origem das cores é outra e remete diretamente à história do Império do Brasil, antes mesmo da Proclamação da República.
Adotada oficialmente em 19 de novembro de 1889, a bandeira republicana manteve a base de cores do pavilhão imperial, cujo desenho original foi criado pelo pintor Jean-Baptiste Debret. A decisão de manter o verde e o amarelo não foi por acaso, mas sim uma forma de preservar a identidade visual já consolidada da nação.
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O verdadeiro significado das cores
A simbologia original das cores está ligada às casas reais que formaram a dinastia imperial brasileira. O verde representa a Casa de Bragança, família de Dom Pedro I, o primeiro imperador do Brasil. É a mesma cor usada no estandarte da monarquia portuguesa.
Já o amarelo-ouro faz referência à Casa de Habsburgo-Lorena, da arquiduquesa Maria Leopoldina, primeira imperatriz do Brasil e esposa de Dom Pedro I. A cor era o símbolo oficial da dinastia austríaca. A união do verde e do amarelo, portanto, celebrava a união das duas famílias reais.
O céu, as estrelas e o lema
Com a Proclamação da República, o brasão imperial foi substituído pelo círculo azul. Ele representa a esfera celeste e mostra o céu do Rio de Janeiro, então capital do país, na manhã de 15 de novembro de 1889, precisamente às 8h30. A disposição das estrelas não é aleatória, mas um retrato fiel do céu naquele momento histórico.
As 27 estrelas atuais representam os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal, mas a versão original de 1889 contava com 21 estrelas. Cada uma corresponde a uma unidade da federação. A única estrela que fica acima da faixa branca é Spica, da constelação de Virgem, e representa o estado do Pará, que na época da Proclamação era o maior território acima da linha do Equador.
A faixa com a inscrição "Ordem e Progresso" foi inspirada no lema do positivismo, corrente filosófica do francês Auguste Comte que tinha forte influência entre os militares republicanos. O lema completo era: “O Amor por princípio e a Ordem por base; o Progresso por fim”.
A legislação brasileira prevê que a bandeira seja atualizada sempre que um novo estado for criado ou extinto. A última modificação ocorreu em 11 de maio de 1992, por meio da Lei nº 8.421, que formalizou a inclusão das estrelas correspondentes aos estados de Amapá, Tocantins e Roraima (criados em 1988) e Rondônia (criado em 1981), definindo o desenho atual com 27 estrelas.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
