Às vésperas do início da Copa do Mundo de 2026, a ausência do narrador Luís Roberto das transmissões do torneio, anunciada em abril por motivos de saúde, voltou a mobilizar os fãs de futebol. Com a competição prestes a começar nos Estados Unidos, México e Canadá, o episódio evidencia o quanto a voz que comanda as emoções de uma partida se torna parte da memória afetiva do torcedor.

Luís Roberto se consolidou como uma das figuras mais queridas do esporte na televisão brasileira, mas ele é parte de uma linhagem de gigantes que transformaram a narração em uma verdadeira arte. Cada um com seu estilo, eles criaram bordões inesquecíveis e se tornaram a trilha sonora de gerações.

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Narradores que fizeram história

Galvão Bueno: é impossível falar de narração esportiva no Brasil sem mencioná-lo. Por décadas, ele foi a voz oficial da seleção brasileira na TV Globo. Bordões como “Haja coração!” e o grito de “É tetra!” em 1994 estão gravados na memória de milhões de brasileiros.

Luciano do Valle: um visionário que revolucionou as transmissões esportivas na TV Bandeirantes. Ele não apenas narrava futebol, mas abriu espaço para diversas outras modalidades. Sua voz marcou as Copas de 1982 e 1986, com um estilo vibrante e informativo que criou uma nova escola de locutores.

José Silvério: conhecido como o “Pai do Gol”, é um ícone do rádio. Sua narração potente e o ritmo acelerado fizeram dele uma das vozes mais respeitadas do país, especialmente em São Paulo. O jeito como ele estendia o grito de gol, com uma emoção única, era sua marca registrada.

Fiori Gigliotti: outro mestre do rádio, Fiori transformava uma partida de futebol em um espetáculo poético. Com frases como “Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo” e “Aguenta, coração!”, ele trazia um toque de drama e lirismo para suas narrações, cativando ouvintes por todo o Brasil.

Ary Barroso: antes de ser o compositor de “Aquarela do Brasil”, Ary Barroso foi um dos pioneiros da narração esportiva no rádio. Torcedor apaixonado do Flamengo, ele não escondia sua preferência durante os jogos, criando um estilo parcial e divertido. Uma de suas marcas era tocar uma gaita quando o time rival marcava um gol.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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