Diretamente do coração do Brasil, no Jalapão, em Tocantins, surge um artesanato que brilha como ouro e conquista admiradores em todo o mundo. O capim dourado, uma planta de haste fina e cor naturalmente reluzente, é a matéria-prima para a criação de bijuterias e peças de decoração que unem sofisticação, tradição e sustentabilidade.

A arte de trançar o capim dourado é uma herança cultural passada por gerações. A técnica tem origem nos saberes do povo indígena Xerente e foi assimilada e desenvolvida pelas comunidades quilombolas da região a partir dos anos 1920, especialmente em Mumbuca. É lá que artesãos, majoritariamente mulheres, transformam as delicadas hastes em verdadeiras obras de arte.

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O processo é inteiramente manual e respeita o ciclo da natureza. A colheita do capim dourado é regulamentada por lei e só pode ocorrer uma vez ao ano, entre 20 de setembro e 30 de novembro. Essa regra garante que a planta se regenere, pois na colheita as flores são cortadas e espalhadas no solo para gerar novas sementes.

Do sertão para as vitrines

Após a colheita, as hastes são costuradas com a fibra extraída da folha da palmeira de buriti, que funciona como uma linha resistente e maleável. Com agulha e paciência, os artesãos dão forma a uma variedade impressionante de produtos, que incluem:

  • Brincos, colares e pulseiras

  • Bolsas e chapéus

  • Mandalas e sousplats

  • Caixas e objetos decorativos

O resultado é um produto leve, durável e com um brilho único que não desbota com o tempo. Cada peça carrega não apenas a beleza do "ouro do Jalapão", mas também a história e a força das comunidades que mantêm viva essa tradição.

O artesanato em capim dourado se tornou uma importante fonte de renda para centenas de famílias no Tocantins. A valorização do trabalho manual e sustentável abriu portas para o mercado nacional e internacional, levando a cultura da região para vitrines e feiras de design em diversos países.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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