Um levantamento sobre processos judiciais relacionados a golpes via Pix, com dados de 2025, revela que São Paulo, Minas Gerais e Paraná lideram o ranking de ações na Justiça por esse tipo de crime. A concentração de casos na região Sudeste, que também inclui o Rio de Janeiro entre os primeiros, acende um alerta para os usuários do sistema de pagamento instantâneo, principal alvo de criminosos digitais.
Apesar da concentração regional, o problema se espalha por todo o país. O grande volume populacional e a intensa digitalização dos serviços financeiros em grandes centros urbanos criam um ambiente propício para a ação dos fraudadores.
Leia Mais
Você pode estar caindo em um golpe do Pix agora, e nem sabe disso
Contestação do Pix: o passo a passo para reaver seu dinheiro
A velocidade das transações via Pix é um de seus principais atrativos para os golpistas. Como o dinheiro é transferido em segundos, a recuperação do valor se torna um processo muito mais complexo. Para auxiliar as vítimas, desde fevereiro de 2026, as instituições financeiras são obrigadas a oferecer o Mecanismo Especial de Devolução (MED). A ferramenta permite contestar a transação diretamente no seu banco, que pode bloquear os recursos na conta de destino para análise e possível devolução. É fundamental registrar um boletim de ocorrência e contatar o banco imediatamente após perceber o golpe.
Conheça as táticas mais comuns
Os criminosos aprimoram suas abordagens constantemente, mas alguns métodos fraudulentos se repetem com frequência. Entender como eles agem é o primeiro passo para se proteger. As principais modalidades de golpe identificadas são:
Falso contato no WhatsApp: os golpistas usam a foto de um amigo ou familiar e entram em contato pedindo uma transferência urgente via Pix, geralmente alegando uma emergência ou um problema com o aplicativo do banco.
Central de atendimento falsa: a vítima recebe uma ligação de alguém que se passa por funcionário do banco. O fraudador informa sobre uma suposta transação suspeita e instrui a pessoa a realizar um “teste” no Pix para cancelar a operação, mas o dinheiro vai para a conta do criminoso.
Engenharia social com QR Code: códigos falsos são inseridos em lives, sites de comércio eletrônico falsificados ou enviados por e-mail e mensagens. Ao escanear o código, a vítima realiza o pagamento diretamente para o golpista, acreditando estar comprando um produto ou fazendo uma doação.
“Bug” do Pix: uma das táticas mais populares em redes sociais, promete que, ao transferir um valor para uma chave específica, o sistema retornará o dobro do dinheiro por causa de uma suposta falha. Trata-se de uma promessa falsa para roubar o dinheiro da vítima.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
