A preocupação com as contas a pagar afeta o sono e a tranquilidade de milhões de brasileiros, mas em 2026 o cenário atingiu níveis críticos: 81,7 milhões de pessoas estão inadimplentes, segundo dados da Serasa de fevereiro, e 79,5% das famílias iniciaram o ano com dívidas, de acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
O peso desses débitos vai além do bolso e impacta diretamente a saúde mental, gerando quadros de ansiedade, estresse e até depressão. Entender essa conexão é o primeiro passo para recuperar tanto o controle financeiro quanto o bem-estar emocional.
A situação é agravada pelo fato de que o comprometimento da renda das famílias com dívidas também bateu recorde, alcançando 49,9% em fevereiro de 2026, conforme dados do Banco Central. Esse aperto financeiro, somado a novos fatores como o endividamento por apostas esportivas, cria um ciclo de pensamentos negativos e uma sensação de impotência.
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A situação é agravada pelo fato de que o comprometimento da renda das famílias com dívidas também bateu recorde, alcançando 49,9% em fevereiro de 2026, conforme dados do Banco Central. Esse aperto financeiro, somado a novos fatores como o endividamento por apostas esportivas, cria um ciclo de pensamentos negativos e uma sensação de impotência.
O endividamento constante pode levar a sentimentos de vergonha, isolamento social e dificuldades de concentração no trabalho. Essa pressão psicológica, por sua vez, pode levar a decisões financeiras impulsivas, agravando ainda mais o problema.
Passos práticos para retomar o controle
Lidar com a ansiedade causada pelas dívidas exige uma abordagem que combine organização financeira e cuidado com a mente. Colocar em prática um plano de ação claro ajuda a diminuir a sensação de que o problema é grande demais para ser resolvido. Confira algumas estratégias eficazes:
Liste tudo em um só lugar: o primeiro passo é encarar a realidade. Anote todas as suas dívidas, incluindo para quem você deve, o valor total e as taxas de juros. Ter essa visão completa, mesmo que assustadora no início, é fundamental para traçar um plano.
Crie um orçamento realista: organize suas receitas e despesas mensais para saber exatamente para onde seu dinheiro está indo. Identifique gastos que podem ser cortados ou reduzidos, mesmo que temporariamente, para direcionar mais recursos ao pagamento dos débitos.
Priorize as dívidas mais caras: comece quitando ou renegociando as dívidas com os juros mais altos, que em 2026 seguem sendo o rotativo do cartão de crédito (com taxas que podem superar 400% ao ano) e o cheque especial (próximo a 150% ao ano). Elas são as que crescem mais rápido e comprometem a maior parte do seu orçamento.
Busque a renegociação: não tenha receio de entrar em contato com os credores. Aproveite iniciativas como o programa Desenrola 2.0, anunciado pelo governo para 2026, e mutirões como o Feirão Limpa Nome da Serasa. Muitas empresas e bancos preferem negociar um novo plano de pagamento a não receber nada.
Celebre as pequenas vitórias: quitar uma pequena dívida ou conseguir um desconto na negociação são conquistas importantes. Comemorar esses pequenos passos ajuda a manter a motivação e alivia a carga emocional durante o processo.
Cuide da sua saúde mental: converse com pessoas de confiança sobre o que está sentindo e pratique atividades físicas. Se a angústia for muito intensa, considere buscar apoio profissional. Existem serviços públicos e gratuitos, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que podem oferecer suporte para atravessar essa fase de maneira mais saudável.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
