O agronegócio da cana-de-açúcar reafirma sua força na economia de Minas Gerais, movimentando bilhões de reais e sustentando milhares de empregos. Com uma produção robusta que se destaca no cenário nacional, o estado se consolida não apenas como um grande produtor de açúcar, mas também como um polo estratégico na geração de etanol.
A safra 2025/26, encerrada em abril deste ano, foi marcada por condições climáticas adversas que impactaram a produtividade. O estado processou entre 74 milhões e 77,1 milhões de toneladas de cana, de acordo com dados da Siamig e da Conab. A produção de açúcar ficou em torno de 5 milhões de toneladas, enquanto a de etanol alcançou 2,7 bilhões de litros, uma queda significativa em relação ao ciclo anterior. Mesmo com a quebra, a cadeia produtiva manteve seu forte impacto na arrecadação e na geração de empregos.
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A produção não se limita aos produtos primários. O bagaço da cana, por exemplo, é amplamente utilizado para a cogeração de bioeletricidade, fornecendo energia limpa para as próprias usinas e para o sistema elétrico nacional. Essa diversificação mostra a capacidade de inovação e a busca por sustentabilidade do setor sucroenergético no estado.
Onde a produção se concentra?
A maior parte da produção mineira está no Triângulo Mineiro e no Alto Paranaíba. Cidades como Uberaba, Ituiutaba, Frutal e Uberlândia abrigam grandes usinas e extensas áreas de cultivo. A localização geográfica privilegiada dessas regiões, com solos férteis e boa logística de escoamento, favorece a competitividade dos produtos no mercado interno e externo.
Esses municípios se tornaram verdadeiros polos do agronegócio, onde a economia local gira em torno da cana. A atividade impulsiona desde o comércio de máquinas agrícolas e insumos até a oferta de serviços especializados, criando um ciclo econômico virtuoso que beneficia toda a população.
Perspectivas de recuperação e desafios para 2026/27
Após um ciclo desafiador, as perspectivas para a safra 2026/27, já em andamento, são de forte recuperação. A estimativa é que Minas Gerais processe 83,3 milhões de toneladas de cana, um crescimento de 11,6% impulsionado pela melhora nas condições climáticas. Com isso, a produção de açúcar deve ficar entre 5,6 e 6,1 milhões de toneladas.
O desafio contínuo do setor é aumentar a produtividade de forma sustentável, utilizando tecnologia e práticas agrícolas aprimoradas. Além disso, o mercado de biocombustíveis avança com projetos de etanol de segunda geração (E2G) e biogás, consolidando a cana como uma fonte estratégica de energia limpa e renovável.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
