Com a liberação dos lotes da restituição do Imposto de Renda de 2026 começando em breve, surge a dúvida sobre o que fazer com o dinheiro extra. Para muitos brasileiros, a decisão fica entre quitar dívidas pendentes ou aproveitar a oportunidade para começar a investir. A escolha certa depende da sua situação financeira atual, mas a recomendação de planejadores financeiros costuma seguir uma lógica clara.

Na prática, a decisão se resume a uma conta simples: comparar os juros que você paga em suas dívidas com o rendimento que conseguiria em um investimento. Na maioria dos casos, os juros de dívidas, especialmente as do cartão de crédito e cheque especial, são muito mais altos do que qualquer retorno de aplicação financeira segura.

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Prioridade máxima: eliminar as dívidas caras

Se você possui débitos com juros elevados, usar a restituição para quitá-los ou, ao menos, abater uma parte significativa é o caminho mais inteligente. As taxas nominais de juros do rotativo do cartão de crédito e do cheque especial, por exemplo, estão entre as mais altas do mercado. No entanto, é importante saber que desde 2024 a Lei 14.690/2023 estabeleceu um teto: o valor total da dívida, incluindo juros e encargos, não pode ultrapassar o dobro do valor original. Mesmo com essa proteção legal, quitar a dívida continua sendo a prioridade, pois os juros ainda são muito superiores a qualquer rendimento de investimento conservador.

Ignorar essas pendências para investir seria como tentar encher um balde furado. O dinheiro que entraria com o rendimento da aplicação seria menor do que o valor perdido com os juros da dívida. A recomendação é listar todas as suas dívidas e começar a pagar pelas que têm as maiores taxas de juros. Isso alivia a pressão financeira e abre espaço no orçamento mensal.

Sem dívidas? Hora de pensar no futuro

Caso suas contas estejam em dia ou você possua apenas dívidas com juros baixos e controlados, como um financiamento imobiliário, o cenário muda. Nesse caso, a restituição se torna uma excelente oportunidade para construir ou fortalecer seu patrimônio. O primeiro passo para quem está começando é formar uma reserva de emergência.

Esse fundo deve corresponder a, no mínimo, seis meses do seu custo de vida e ser aplicado em um investimento de baixo risco e alta liquidez, como o Tesouro Selic ou um CDB que pague 100% do CDI. Ter essa reserva garante tranquilidade para lidar com imprevistos, como a perda de emprego ou uma despesa médica inesperada, sem precisar recorrer a empréstimos caros.

Com a reserva de emergência montada, o valor da restituição pode ser direcionado para outros investimentos alinhados aos seus objetivos de médio e longo prazo, como aposentadoria, a compra de um bem ou uma viagem. Avaliar seu perfil de investidor é fundamental para fazer as escolhas certas a partir daí.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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