A preocupação com o Hantavírus tem crescido no Brasil, acendendo um alerta sobre os riscos de doenças transmitidas por animais, conhecidas como zoonoses. Embora tenha baixa incidência, o Hantavírus possui alta letalidade e não está sozinho nesse cenário. Outras enfermidades, como a febre maculosa e a leptospirose, também exigem atenção por apresentarem sintomas iniciais semelhantes e representarem um sério risco à saúde pública.

Essas três doenças compartilham o fato de serem transmitidas por animais, mas os vetores e as formas de contágio são distintos. Entender essas diferenças é fundamental para a prevenção e para o diagnóstico correto, que precisa ser rápido e preciso.

Leia Mais

Hantavírus: o perigo invisível no ar

O contágio pelo Hantavírus ocorre principalmente pela inalação de poeira contaminada com urina, fezes e saliva de roedores silvestres. A limpeza de galpões, celeiros ou casas fechadas há muito tempo representa situações de alto risco. Os sintomas iniciais se parecem com uma gripe forte: febre, dores de cabeça, dores musculares e náuseas. Em poucos dias, o quadro pode evoluir para uma síndrome cardiopulmonar grave, com tosse seca e dificuldade para respirar. É importante ressaltar que a cepa do vírus que permite a transmissão entre pessoas não circula no Brasil.

Outras zoonoses de atenção

Febre maculosa

A febre maculosa é causada por uma bactéria transmitida pela picada do carrapato-estrela, frequentemente encontrado em animais como capivaras e cavalos. Os sintomas incluem febre alta, dor de cabeça intensa e, principalmente, o aparecimento de manchas avermelhadas pelo corpo, que dão nome à doença. O surgimento dessas manchas é um sinal de alerta crucial para buscar ajuda médica imediata.

Leptospirose

Já a leptospirose está associada ao contato da pele ou mucosas com água ou lama contaminada pela urina de animais infectados, principalmente ratos. O risco aumenta drasticamente durante enchentes e inundações. Os sinais mais comuns são febre, dor de cabeça e dores no corpo, com destaque para a dor intensa nas panturrilhas. Em casos graves, pode causar icterícia (coloração amarelada da pele e dos olhos) e insuficiência renal.

Como se proteger

A prevenção é a melhor estratégia contra essas zoonoses e envolve medidas específicas para cada uma delas. Adotar cuidados básicos no dia a dia reduz significativamente o risco de contaminação.

  • Controle de roedores: mantenha terrenos e quintais limpos, sem entulhos e com a grama aparada. Vede frestas e buracos em paredes e telhados para evitar a entrada de ratos em casa. Acondicione o lixo em recipientes bem fechados.

  • Cuidado com carrapatos: ao frequentar áreas de mata, use roupas claras, calças compridas e sapatos fechados. Verifique o corpo cuidadosamente após o passeio. O uso de repelentes também é indicado.

  • Higiene em primeiro lugar: evite o contato com água ou lama de enchentes. Caso seja inevitável, use botas e luvas de borracha. Lave e desinfete com água sanitária áreas da casa que tenham sido invadidas pela água.

    Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

compartilhe