O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) desempenha um papel estratégico para o Brasil, com uma atuação que vai do monitoramento de biomas ao desenvolvimento de satélites. Vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o órgão é a principal referência no acompanhamento do desmatamento na Amazônia e em outros biomas, fornecendo dados cruciais para a proteção ambiental e a formulação de políticas públicas.

Fundado em 1961 e com sede em São José dos Campos (SP), o INPE se consolidou como um centro de excelência em ciência e tecnologia. Suas informações são essenciais não apenas para o governo, mas também para a sociedade civil, o setor privado e a comunidade científica internacional, que acompanham de perto a situação das florestas brasileiras.

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O que o INPE realmente faz?

A fama do instituto vai além da meteorologia. Suas atividades são divididas em áreas que se complementam e garantem ao país autonomia em setores estratégicos. Conheça as principais frentes de trabalho do INPE:

  • Monitoramento ambiental: por meio de sistemas como o PRODES e o DETER, o INPE acompanha via satélite a supressão da vegetação na Amazônia Legal e no Cerrado. O PRODES fornece a taxa anual oficial de desmatamento, enquanto o DETER emite alertas rápidos que auxiliam na fiscalização de crimes ambientais em tempo quase real.

  • Desenvolvimento de satélites: o instituto projeta, constrói e opera satélites. O programa CBERS, uma parceria com a China, é um dos exemplos mais bem-sucedidos, garantindo imagens de alta qualidade do território nacional para diversas aplicações, como agricultura, gestão de recursos hídricos e vigilância de fronteiras.

  • Previsão de tempo e clima: o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), uma das divisões do INPE, é responsável por elaborar previsões que abastecem desde a defesa civil, em casos de eventos extremos, até o agronegócio, que depende das condições climáticas para o planejamento de safras.

  • Pesquisa espacial e atmosférica: cientistas do INPE estudam fenômenos que ocorrem no espaço e na alta atmosfera terrestre. As pesquisas incluem o chamado “clima espacial”, que analisa os efeitos das atividades solares em sistemas de comunicação e energia na Terra, e estudos sobre a camada de ozônio e as mudanças climáticas globais.

Os dados gerados pelo instituto não servem apenas para a ciência. Eles são a base para o cumprimento de acordos climáticos internacionais, orientam ações de combate ao desmatamento ilegal e permitem um planejamento mais seguro e eficiente em vários setores da economia. Dessa forma, o trabalho do INPE tem um impacto direto na preservação ambiental, na segurança e no desenvolvimento do Brasil.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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