Com a chegada de frentes frias que trazem chuva para o litoral, a atenção se volta também para o mar. Nessas ocasiões, é comum que as cidades costeiras fiquem sob alerta de ressaca, um fenômeno que provoca ondas fortes e elevação do nível do oceano, mesmo em dias sem vento forte na orla. Mas você sabe como ele se forma e por que é tão perigoso?
A ressaca é um evento que acontece na costa, mas sua origem está longe, em alto-mar. Ela é o resultado de tempestades e ventos muito intensos que ocorrem a centenas ou até milhares de quilômetros de distância. Esse vento forte, soprando continuamente sobre uma grande área do oceano, transfere energia para a água e gera uma série de ondas longas e poderosas.
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Essas ondas viajam pelo oceano e, ao se aproximarem da costa, encontram águas mais rasas. Essa mudança de profundidade faz com que a base da onda perca velocidade, enquanto o topo continua se movendo. O resultado é que a onda "empilha", ganhando altura e força de forma abrupta antes de quebrar na praia com uma energia muito maior do que o normal.
Quais são os principais riscos?
O perigo mais imediato da ressaca é para as pessoas que estão na faixa de areia, em mirantes ou sobre as pedras. A força da água é capaz de arrastar uma pessoa para o mar em segundos, mesmo que a onda não pareça tão grande. A correnteza forte e o retorno da água tornam qualquer tentativa de resgate extremamente arriscada.
Além do risco à vida, o fenômeno pode causar danos materiais significativos. A violência das ondas consegue destruir trechos de calçadões, quiosques e muros de contenção. A elevação do nível do mar também pode provocar alagamentos em avenidas e ruas próximas à orla, afetando o trânsito e invadindo imóveis.
O que fazer durante um alerta de ressaca
A recomendação principal durante um período de alerta é simples: mantenha distância do mar. Evite caminhar na beira da praia ou permanecer em locais que possam ser atingidos pelas ondas. Não pratique esportes náuticos e jamais entre na água, pois as condições do mar se tornam completamente imprevisíveis.
Também é fundamental não subir em pedras ou estruturas próximas à arrebentação para observar ou tirar fotos, pois uma onda maior pode surgir a qualquer momento. Siga sempre as orientações da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros e respeite a sinalização de interdição nas áreas de risco.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
