A cidade de Urupema, na Serra Catarinense, amanheceu no domingo (10) com um cenário impressionante: árvores, cercas e paisagens cobertas por uma fina e delicada camada de gelo branco. O responsável pelo espetáculo visual é o sincelo, um fenômeno meteorológico raro que ocorreu no Morro das Torres, com temperaturas que chegaram a -1,1°C, e que acontece apenas sob condições muito específicas.

Diferente da neve, que se forma nas nuvens e cai, o sincelo ocorre quando a água da chuva ou o orvalho congela diretamente sobre as superfícies, como plantas e objetos. Uma das suas principais características, que o diferencia da geada, é a capacidade de se formar mesmo com a presença de vento.

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Como o sincelo se forma?

Para que o sincelo aconteça, uma combinação específica de fatores é necessária, o que explica sua raridade. Os elementos essenciais são:

  • Temperaturas negativas: O termômetro precisa estar abaixo de 0°C para que a água congele.

  • Presença de umidade: É fundamental que haja chuva fina (chuvisco) ou orvalho sobre as superfícies.

  • Vento: Ao contrário da geada, que se forma em noites de céu claro e sem vento, o sincelo é favorecido pela presença de vento, que contribui para o congelamento da umidade nas superfícies.

Quando esses elementos se alinham, a umidade congela em camadas sobre os objetos, criando a aparência de cristais de gelo que se acumulam e transformam a paisagem.

O evento em Urupema marcou a primeira ocorrência de precipitação invernal de 2026 na Serra Catarinense, como parte da onda de frio mais intensa registrada no outono até o momento. Por exigir essa sincronia meteorológica, o sincelo é visto com pouca frequência no Brasil, restringindo-se aos pontos mais altos e frios da Região Sul durante picos de frio intenso.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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